- A história a seguir retrata um quadro de uma tragédia que vem cada vez
mais, principalmente nos dias atuais, destruindo vidas, deixando marcas
indeléveis nos sobreviventes para o resto de suas vidas, caso
consigam sobreviver aos infortúnios do abandono por um dos seus pais, por ambos
ou por toda a família e até mesmo pelos sucessivos governantes hipócritas, farisaicos e
corruptos, que vem tudo e pouco fazem para a proteção da infância, a qual representa o futuro do seu próprio país.
- Esta
história é parecida como a de milhares de crianças abandonadas pelos seus
genitores. É a história de uma criança que foi até mesmo escravizada por
uma família de classe média dos idos anos 60, família essa que deixava
transparecer uma falsa aparência de família ilibada perante a sociedade da
época.
- Sendo
assim, os fatos que estão narrados nos parágrafos seguintes são
genuinamente lembranças fortes da tumultuada fase de criança e da adolescência.
Muitas dessas lembranças, oriundas a partir dos quatro anos de idade(1), ainda
hoje bailam tristemente em sua mente.
- Daqui
para frente vamos chamar essa criança pelo nome fictício de Vitória.
- Na
atualidade, Vitória ao recordar-se dessa fase, as vezes, tem a
impressão de que ficaram brechas vazias na sua formação social e espiritual, as
quais só poderiam ter sido preenchidas pelo carinho, compaixão, afetividade e
dedicação familiar, as quais lhe foram negadas desde a tenra idade pelos seus próprios familiares, principalmente paternos, porém sempre, em momentos cruciais, algum anjo, em forma humana, aparecia para lhe apoiar.
- Essa
criança nasceu em meados de 1956, filha de pai de origem alemã e de uma
mãe brasileira de apenas 15 anos de idade. Seria um caso de estupro?
- Sendo assim, logo
após o seu nascimento, pelas informações precárias que lhe passaram, a sua
genitora abandonou o seu pai, aparentemente por outro homem. Pode até
ser uma falsa memória implantada na mente de Vitória, pois foi assim que ouviu falar por
terceiros, já que possuía menos de quatro anos de idade e não conseguiu
formar lembranças desse período, o que é bem natural.
- Também
soube que a família paterna nunca viu com bons olhos a união dos seus
pais, principalmente por ela (a mãe) ser de origem humilde e brasileira, já que na época era
difícil para muitas famílias de origem alemã a aceitação de casamentos com
brasileiros ou brasileiras.
- Assim
pelo que soube, Vitória, antes dos quatro anos, passou a conviver com a
sua avó materna por um breve período de tempo, já que a sua mãe não tinha interesse pela
criança; que, segundo informações que lhe repassaram, a sua genitora chegou
a tomar chás de plantas abortivas por ser considerada uma gravidez indesejável. É importante frisar que a mãe tinha apenas quinze anos e era uma menina pobre.
- Nesse
meio tempo, o pai logo arrumou uma nova companheira e a criança passou a
conviver com uma "Mádrasta" e com o seu pai. Com a "Mádrasta"
ele teria mais duas filhas.
-
Infelizmente, a "Mádrasta" nunca a viu com bons olhos, nunca lhe
auferindo carinho, afeto ou tendo a menor compaixão por ela. Vitória, hoje
adulta, ainda se lembra que era prática corriqueira a violência verbal e física
da "Mádrasta" para com ela, a qual na época possuía aproximadamente entre quatro e cinco anos, porém esses
atos perversos e covardes ficaram gravados indelevelmente em sua
memória pelo grau de violência que sofria.
- Certa
feita, Vitória se lembra que a "Mádrasta" estava chamando a
sua atenção de maneira agressiva e com palavras de baixo calão.
A "´Mádrasta", não satisfeita, em um ato tresloucado,
jogou água quente no seu corpo franzino de criança. Em sua memória, ainda
ecoa os berros e o choro compulsivo pela dor que
sentiu. Vitória se lembra que o seu choro chamou a atenção dos vizinhos.
Que a sua pele ficou avermelhada e que passaram nela algum tipo de unguento para
minimizar as queimaduras e as dores. Esse ato infame, sórdido e covarde de violência doméstica infantil
ficou gravado em sua memória.
- Vitória recorda-se vagamente que, após esse ato insano, o pai ou alguém próximo a ela,
provavelmente por pressões externas, tomou uma resolução para retirar a
menina do local, já que, pelo visto, a criança corria risco até mesmo de vida
nas mãos da perversa "Mádrasta".
- Apesar
de Vitória ter avós paternos e tios, todos de origem alemã, bem
estruturados na cidade de Cachoeira do Sul/RS, ninguém se
interessou por ela e, sendo assim, essa criança, provavelmente com uma autorização paterna, materna ou até mesmo judicial judicial, foi conduzida para a cidade de Porto
Alegre/RS, para posteriormente ser encaminhada para um estabelecimento conhecido
como Amparo Santa Cruz(2), no bairro de Belém Velho.
![]() |
Amparo Santa Cruz - Porto Alegre/RS |
- Desta
maneira se encerra a primeira parte, resumidamente contada, já que a realidade
do elenco de maldades é bem maior do que o narrado nesses poucos parágrafos,
pois como tinha tenra idade pouco se lembra, com exceção dos episódios mais
graves de violência, os quais iriam marcar a sua mente e a alma indelevelmente
para sempre com os traumas psicológicos que surgiram a partir da violência
familiar impetrada contra ela, quando ainda era criança.
- Esse
estabelecimento educacional, o Amparo Santa Cruz, foi fundado por religiosos católicos, no qual Vitória ficou internada até atingir a idade de dezoito anos/dezenove anos.
- E assim, tanto o
pai, como a mãe, principalmente avós paternos, mais bem estruturados financeiramente e a avó materna de poucas condições financeiras e principalmente a "Mádrasta" conseguiram se livrar do incomodo de
amparar a pobre criança. Talvez por acharem que o seu destino seria bem melhor
nesse estabelecimento do que permanecer com os seus parentes, ou, pior ainda, com
a cruel (sociapata?) "Mádrasta".
- Já no
Amparo Santa Cruz, Vitória ainda se lembra que ao ser deixada lá,
com aproximadamente sete anos, ficou chorando compulsivamente, sentada em uma
escadaria que segundo ela parecia ser de mármore branco e
extremamente limpo. Diga-se de passagem, ela se lembra de que todo o
prédio era majestoso, com salões enormes e extremamente asseados.
Para Vitória o lugar era totalmente estranho, meio assustador e
cercada por pessoas que ainda não conhecia.
- Foram
dias difíceis, que marcariam para sempre a sua vida de criança.
- Apesar dos anos, em sua mente ainda
conserva a lembrança de que a diretora, uma freira do estabelecimento, muito piedosa, a
pegou pela mãozinha e a levou para ver as dependências da majestosa
instituição, a qual seria o seu novo lar. Vitória se lembra que na época havia muitas flores, um
parque infantil com brinquedos e jardins com muitas árvores frutíferas, mas continuava a chorar, pois
intuitivamente sabia que nunca mais iria ver o seu pai e tampouco os seus
parentes.
- Os
piores dias para Vitória nesse estabelecimento eram o dia das mães,
dos pais, natal e ano novo. Em sua mente ainda recorda-se perfeitamente que as
outras crianças recebiam as visitas dos pais e parentes, algumas visitas eram semanais e que as crianças recebiam
presentes nos dias festivos.
- Vitória ficava
na janela do segundo andar, olhando tristemente para as suas coleguinhas,
felizes com a presença dos seus parentes. Nesses dias e nos finais de semana
sempre e sempre ficava torcendo para que algum parente seu aparecesse. Tudo em
vão, os anos se arrastavam lentamente e nunca apareceram.
- Nesses dias de
festas e nos finais de semana sofria muito e muitas vezes chorava escondida.
- No dia
a dia, dentro do Amparo Santa Cruz, Vitória apesar de tudo, tinha um
jeitinho meigo, uma personalidade forte e muita determinação. Logo ela cativou as freiras do Sagrado
Coração de Jesus. Fez muitas amizades com as pessoas que lá trabalhavam e
algumas dessas amizades ainda hoje perduram.
- Porém, nem tudo foram flores na sua estadia nesse educandário. Certo dia, as freiras do
Sagrado Coração de Jesus tiveram que deixar o Amparo Santa Cruz e voltaram para a Itália.
Quiseram levar Vitória com elas para a Europa, porém a burocracia
venceu e ela teve que ficar. É a partir daí que a sua vida passaria por mais
uma terrível provação, desta vez como escrava infantil doméstica.
- Nesse
educandário funcionava um colégio primário para as internas e internos até a
quinta série. Vitória já estava cursando o segundo ano do
antigo e, diga-se de passagem, excelente primário, muito diferente da "porcaria" educacional oferecido em nossos dias atuais, o que vem gerando milhares de analfabetos funcionais manipulados e condicionados.
- Outrossim, mal ela
sabia, mas estava sendo observada por uma professora contratada pela instituição, que lecionava
na respectiva escola primária dentro do Amparo Santa Cruz . Essa professora possivelmente tinha reparado
que Vitória não recebia visitas de parentes nos finais de semana e
tampouco em datas festivas. Seria a menina perfeita para ser levada e porque não escravizada(3).
- Essa
professora, deve de ter entrado em contato com a diretoria da época, após a
saída das freiras, e sabe-se lá por quais meios ilegais conseguiu convencer a
direção, que não era mais controlados por religiosos, para retirar a menina do Amparo Santa Cruz.
Aparentemente deve ter dito que a criança teria toda a proteção do mundo,
educação, carinho e afeto. Que seria bem criada com uma família de bons
princípios, de boas condições culturais e econômica. Que seria tratada
como filha.
- E sendo
assim, a criança foi conduzida para o apartamento da suposta irmã dessa
professora, a qual era casada e tinha duas filhas. A criança, vergonhosamente vítimizada e
revitimizada na época, tem uma vaga lembrança de que essa senhora
também seria uma professora.
- Denota-se explicitamente que Vitória foi levada, ilegalmente, para um apartamento para se tornar uma escrava com apenas sete anos ou oito anos de idade.
- A
primeira coisa que fizeram para Vitória foi cancelar os estudos da
garota. Lembra-se que já nos primeiros dias a obrigaram a
fazer uma faxina no enorme apartamento. Para lavar a louça, depois das
refeições, ela se lembra de que tinha que colocar um banquinho junto a pia para
poder fazer a limpeza dos copos, pratos, talheres e panelas. O piso do
apartamento era de parquet (assoalho de madeira) e a menina era obrigada, pela
sua algoz, a passar querosene em todas as suas dependências, obviamente sem
luvas de proteção. As suas mãozinhas de criança logo se
transformaram com o surgimento de feridas e de rachaduras doloridas.
- Vitória se
lembra que todos os dias, a noite, em seu minúsculo quartinho, chorava muito e pedia à sua algoz que a levasse
de volta para o Amparo Santa Cruz. Tudo em vão e ainda era ameaçada pela
senhora da alta sociedade porto-alegrense. Era obrigada a ficar a noite em um
quartinho de empregada e sozinha. A sua algoz e sua família não permitiam que a
garota saísse do apartamento sob pretexto nenhum. Ficava trancafiada todos
os dias da semana dentro dessa residência opressora. Obviamente, de maneira
astuciosa, não a matricularam em uma escola primária do bairro, o qual era de
classe média alta.
- Insta
comentar que a menina descobriu que o esposo dessa senhora perversa e criminosa,
de índole escravagista, era um jornalista e que trabalhava em uma empresa jornalística, que publicava um jornal conhecido como Zero Hora, na região de
Porto Alegre. Era óbvio que esse senhor sabia do que estava acontecendo dentro
da sua casa, bem como as suas filhas, portanto co-autores do crime prescrito no
artigo 149 do atual Código Penal e do ECA, o qual não existia na época. Tanto faz, pois as crianças, nos dias atuais, continuam sendo escravizadas para trabalho escravo, retirada de órgãos e prostituição, altamente lucrativa.
- No
entanto, apesar do caminho repleto de espinhos, mais uma vez uma pequena luz
brilhou no destino da pequena Vitória.
- No
Amparo Santa Cruz havia duas crianças, filhas de uma pessoa que tinha um irmão
casado com uma tia distante de Vitória, pelo lado materno.
Provavelmente os garotos, conhecendo Vitória, devem de ter comentado com
os seus pais que a garota tinha desaparecido do Amparo. Deduz-se que essa
informação, de alguma maneira, chegou aos ouvidos dessa provável tia, a qual
felizmente suspeitou que algo estava errado e fez a denuncia em alguma delegacia policial. Por outro lado, também existe a
possibilidade de que a denúncia pode ter sido feita por algum funcionário ou
mesmo professor(a) do próprio Amparo Santa Cruz.
- Segundo
as lembranças dessa criança vitimizada, um certo dia apareceu na residência dos seus
algozes um policial civil, uma possível assistente social, a diretora do Amparo
Santa Cruz e, para a sua surpresa, a professora que lhe tinha indicado, a qual era irmã da
sua algoz.
- Vitória se
lembra que ficou atrás de uma porta escutando a conversação dos visitantes com a sua algoz. Tem a lembrança de que
houve uma conversação acirrada e em um certo momento a provável assistente
social exigiu a presença da menina. Sem alternativas, a perversa senhora trouxe
a criança. Vitória lembra que lhe foi perguntado se ela queria voltar para o
Amparo Santa Cruz. Aos prantos, Vitória disse que sim, que queria voltar.
Nesse momento a assistente social pegou nas suas mãos e viu que elas tinham
diversas feridas e rachaduras, consequências da querosene que era obrigada a
passar no piso das dependências do apartamento.
- Vitória ainda
se lembra que a sua algoz, de maneira cínica e farisaica, disse para o policial que a
criança tinha furtado um anel e que não passava de uma ladra, que poderiam
levá-la de volta, pois já não tinha mais interesse nela. Simples assim!
-
Outrossim, no mesmo dia a criança foi mandada de volta para o educandário
Amparo Santa Cruz. Para Vitória foi a maior felicidade. Recorda-se
que desta vez chorou de felicidade ao se reencontrar com os seus coleguinhas e
os demais funcionários, os quais a queriam muito bem.
- Não se
sabe se a escravagista "chic" e o seu marido jornalista foram processados, ou se tudo
foi acobertado, pois, afinal de contas, o esposo da escravagista era um
jornalista e trabalhava em uma importante empresa jornalistica de Porto Alegre e Vitoria não passava de uma brasileirinha abandonada.
- Assim, a sua vida voltou, ao que podemos chamar de normal.
- Terminou o antigo primário e iniciou o antigo ginásio em um colégio de freiras, o excelente colégio Nossa Senhora da Glória em Porto Alegre.
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Colégio Gaúcho Nossa Senhora da Glória - PORTO ALEGRE/RS |
- No terceiro ano ginasial, por ser uma aluna que tinha facilidade com a língua francesa, participou de um concurso para uma bolsa de estudos na França. Obteve o primeiro lugar, porém acabou perdendo a respectiva bolsa de estudos, pois a direção do Educandário não conseguiu localizar os seus pais ou algum parente para formalizar a sua saída do Brasil para a França.
- Assim, os anos foram se passando. Ao completar 18 anos, teria que deixar o Amparo. Novamente a sua estrela brilhou, foi convidada para morar com uma família, cujo o pai era coordenador do educandário. Segundo Vitória, o mais importante dessa nova fase da sua vida é que era tratada como se fosse filha do casal. Esse casal, descendentes de italianos, possuíam cinco filhos e todos se davam harmonicamente muito bem com ela.
- Para Vitória,
esse novo capítulo da sua vida deixaram marcas indeléveis em sua alma e
que jamais seriam esquecidos pelo amor e pela compaixão que foi dado a ela no
período em que conviveu com essa digníssima família. Foi nesse período que
conseguiu o seu primeiro emprego no Touring Club do Brasil, na cidade de Porto
Alegre, além de iniciar o antigo Científico na Escola Estadual Inácio Montanha.
- Nesse
meio tempo, ainda no Amparo Santa Cruz, conheceu o seu atual marido, na época militar. Depois de algum tempo de namoro, noivou e casou com a idade de vinte e um anos Teve dois filhos. Atualmente o seu esposo é militar da reserva
do Exército Brasileiro e advogado especializado na área civil e criminal.
- Vitória graduou-se em
Enfermagem pela Universidade de São Paulo, no Amazonas.
- Insta aduzir que Vitória, assim que se formou, foi aprovada em seu primeiro concurso público realizado pelo governo do Estado de Roraima. Atualmente é Enfermeira Chefe de um Centro Cirúrgico da maternidade da cidade de Boa Vista/RR, unica cidade planejada do norte do país.
- Também participou intensivamente da A.M.O.R.C, Capítulo Rosacruz de Santo Ângelo/RS e Capítulo Rosacruz de Ponta Grossa/PR, de Manaus/AM e Pronaos de Boa Vista/RR. Atualmente aceita o Budismo como filosofia de vida.
- E assim, apesar
de todos os percalços, esse caso teve um final feliz. A menina abandonada pela
família e escravizada por um casal de classe média conseguiu superar
as feridas e os traumas do passado, permanecendo as cicatrizes, tornando-se uma vitoriosa, o que, infelizmente, para milhares de crianças escravizadas no Brasil(4, 5) não possuem
a mesma sorte neste país bandidolatra e democída, dominado pelo crime endêmico e sistêmico, pela prostituição e pela
impunidade avassaladora dos criminosos de colarinho branco e de uma sociedade racista e discriminadora, obviamente nem todos.
- É
importante gizar, para finalizar, que apesar das vitórias alcançadas,
infelizmente alguns traumas do passado dificilmente irão desaparecer, pois os
vínculos afetivos com os seus familiares paternos e maternos não foram formados adequadamente, não teve o afeto, o carinho e
tampouco a compaixão dos seus parentes mais próximos, mas apesar desses percalços construiu
a sua família com dignidade, conhecimento, respeito e amor. Dedicou-se ao esposo, aos seus
filhos, todos formados e atualmente participa intensivamente da vida de uma
neta preparando-a para a vida, preferencialmente fora do Brasil, além de proteger vidas de crianças recém nascidas e mães na maternidade pública local.
- Enfim, esses fatos foram narrados para alertar que a violência contra crianças apenas
recrudesceu desde os anos 60 para os tempos atuais. Novas leis protetivas surgem a
todo instante, porém parecem inócuas, pois a violência continua a atingir
patamares recordes a nível mundial. Hoje temos a prostituição infantil chegando a níveis
absurdos, a escravização infantil permanece, em inúmeros casos, muito bem
oculta pelos interessados. Hoje se tornou comum a exploração sexual de crianças
e de adolescentes chefiando pontos de drogas e cometendo todos os tipos de crimes imagináveis e assim o Brasil vai destruindo o
seu futuro, pois um país que não cuida das suas crianças está fadado ao mais completo fracasso.
*****************
ADENDO 2023:
- A DRA. ENFERMEIRA EMARA BERGMANN, COM 63 ANOS DE IDADE, EM 2020, ENTROU EM ÓBITO POR INFARTO APÓS UMA CIRURGIA. CUMPRIU DIGNAMENTE O PAPEL DE MÃE, DE AVÓ E DE ESPOSA, AUXILIOU A COMUNIDADE BOA VISTENSE COMO ENFERMEIRA. AUXILIOU O ESPORTE ENXADRÍSTICO, TENDO INCLUSIVE UM CAMPEONATO ENXADRÍSTICO DA FEDERAÇÃO RORAIMENSE DE XADREZ DE RORAIMA, MEMORIAL EMARA BERGMANN - 2023, O QUAL FOI FEITO EM SUA HOMENAGEM, TENDO A SUA NETA CONSEGUIDO O PRIMEIRO LUGAR EM SUA MODALIDADE. ENTRE AS VÁRIAS VIRTUDES, A PACIÊNCIA, O AMOR, A DEDICAÇÃO A FAMÍLIA, ENTRE OUTRAS VIRTUDES NÃO MENOS NOBRES, ESTÃO SERVINDO DE EXEMPLOS PARA A FAMILIA E PRINCIPALMENTE PARA A NETA, QUE ELA TANTO AMAVA. A DRA. ENFERMEIRA EMARA BERGMANN FOI CREMADA DE ACORDO COM A SUA VONTADE.
- TENDO EM VISTA ESSA HISTÓRIA REAL DE VIDA E PELAS PASSAGENS SOFRIDAS DA CRIANÇA EMARA, PELAS QUAIS ELA PASSOU, INDICO PARA QUE TODOS ASSISTAM O FILME O SOM DA LIBERDADE, O QUAL APESAR DE TENTAREM IMPEDIR QUE AS INFORMAÇÕES ALI CONTIDAS FOSSE DIVULGADAS PARA O POVO, ACABOU SENDO AMPLAMENTE DIVULGADA, MOSTRANDO PLENAMENTE A EXISTÊNCIA DO TRÁFICO DE CRIANÇAS PARA A PROSTITUIÇÃO NO MUNDO NOS DIAS DE HOJE E O BRASIL, INFELIZMENTE, NÃO ESTÁ DE FORA DO TRÁFICO DE CRIANÇAS PARA RETIRADA DE ÓRGÃOS E PARA A PROSTITUIÇÃO. 25-12-2023.
REFERÊNCIAS
(1) Período em que as áreas responsáveis pela memória amadurecem, originando a formação das lembranças.
(3) Art. 149 do atual CP. - Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto: (Redação dada pela Lei nº 10.803, de 11.12.2003).
(4) Brasil registra aumento de trabalho infantil entre crianças de 5 a 9 anos.
(5) Mais de 160 milhões de crianças trabalham no mundo segundo a ONU.
(4) Brasil registra aumento de trabalho infantil entre crianças de 5 a 9 anos.
(5) Mais de 160 milhões de crianças trabalham no mundo segundo a ONU.
Um comentário:
Uma boa historia, quantas crianças estão assim ainda hoje. Uma ressalva o jornal deve ter sido o ULTIMA HORA fechado em 64...anos depois Sirotski i comprou e mudou o nome para Zero Hora,
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