quarta-feira, 16 de março de 2016

A pornográfica Dívida Pública Brasileira

- Estamos chegando a um ponto de ruptura. Milhões de brasileiros foram para as ruas pedindo o fim da corrupção instituída por uma espécie de organização criminosa de políticos e outras sombras, que atuam nos bastidores, influenciando o destino da nação para pior há décadas.

- Não é para menos, pois o que se verifica é uma nação inteira sendo chafurdada em um lodaçal fétido gerado pela ganância, pela criminalidade, pela ânsia de poder e pela aplicação, paulatina, de uma ideologia destruidora de valores morais e éticos. Uma verdadeira reengenharia de valores sociais, onde o culto ao imoral acaba se tornando diretrizes básicas de muitos políticos para que possam alcançar os seus verdadeiros objetivos  ocultos e sombrios. Pregam a divisão de classes, pregam o ódio, compram o silêncio de centenas para que se calem e aliciam a juventude por meio de uma educação extremamente ruim, porém altamente ideológica, na qual o objetivo final é o fim da democracia e a instalação de um regime totalitário, o qual em vários aspectos ficaria muito parecido com os escritos de George Orwell e Aldous Huxley, em Nineteen Eighty-Four e Admirável Mundo Novo, respectivamente.

- Outro detalhe, extremamente importante, que pouco vem sendo debatido e que passou ao largo das manifestações do dia 13 é a colossal e pornográfica divida publica brasileira. Quase a metade de todo o orçamento de 2014 (45,11%) foi pago a banqueiros e a outras grandes corporações(1). Foram 978 bilhões  com juros e amortizações da dívida pública. Vejam que tudo isto foi feito através dos nosso altíssimos impostos e o retorno é por meio da corrupção, de desvios e de manipulações sutis ministradas por aqueles que se dizem representantes do povo.

- O mais interessante, é que a atual  presidente vetou(2) a possibilidade de uma auditoria dessa  dívida, agindo contra a nação, contra o povo e contra a própria CF/88. Vejam que a auditoria é constitucional pois está insculpida no art. 26 do ADCT da Constituição Federal de 1988. Vejam que, após a Revolução Democrática de 1964, esses que vieram após 1985 (Sarney, Collor, o sociólogo FHC, Lula, Dilma, Cunha, Renan etc.), nunca se interessaram pela instituição de uma verdadeira auditoria dessa Divida Pública e tanto faz serem de esquerda ou de direita, pois a maioria está servindo a outros interesses, com raras e honrosos exceções, como por exemplo, a professora Maria Lucia Fattorelli, que a anos vem fazendo inúmeras denúncias sobre a corrupção envolvida nessa escabrosa dívida pública criada e gerenciada por eles, aliás, diga-se de passagem, todos eles envolvidos em corrupção.

- Uma coisa é certa, essa malfada dívida pública é uma caixa de surpresas desagradáveis e, caso ocorresse a revisão não ficaria surpreso de que dentro dessa caixa teríamos a descoberta de mega doses de corrupção, a qual colocaria a já combalida República de joelhos, ou talvez fosse o golpe de misericórdia para, quem sabe, instituirmos a volta do regime monarquista, desta vez parlamentarista, pois os lucros seriam imensuráveis para a nação e para o seu povo, além dos valores absurdos dessa dívida serem plenamente revistos.

- Por outro lado, mesmo não pedindo a revisão dessa dívida absurda e corrupta, as manifestações do dia 13 pediram o impeachment da "Presidenta" Dilma, porém, mesmo com o término do (des)governo dela, os prováveis que iriam assumir também estão chafurdados em corrupção e de denúncias de inúmeros crimes. Jamais iriam realizar a auditoria da Dívida Pública, pois não é do seus interesses e tampouco dos banqueiros e de muitas grandes corporações nacionais e internacionais, as quais preferem que tudo continue eternamente assim. Para eles é preferível que o gigante continue dormindo em berço esplêndido, que  o seu povo continue imbecilizado por uma das piores educação do mundo, imbecilizado pela industria do entretenimento, imbecilizado pelo consumismo egoístico e exacerbado e imbecilizado pelos políticos cleptocratas e por ideólogos da Nova Ordem, todos mantidos pelo povo obviamente imbecilizado.

- E por fim, fico a me perguntar qual a saída que temos?  Para os Brasilinos(3), manipulados e condicionados, à saída da Presidente seria ótimo, porém teríamos um paradoxo, já que tudo continuaria como dantes, talvez com pequenas mudanças, as quais não nos livraria da escravidão atrelada a essa dívida pública. Para os brasileiros, com conhecimento, com ética, com moralidade, que primam ainda pelo que é justo e perfeito, que sonham em construir templos para as virtudes, talvez o fim da Republica e a volta da monarquia, desta vez parlamentarista, poderia ser a solução. O certo é que estamos num impasse frente a grande criminalidade que vem ditando muitas regras, sempre favoráveis a eles e o desejo de termos um país livre, justo e perfeito. O grande embate se dará entre a luz do conhecimento e as trevas da ignorância e muita coisas ainda irão acontecer antes de encontrarmos o nosso verdadeiro caminho, se é que um dia o encontraremos, pois o tempo se esvai e a Nação se esvanece nas mãos da República de criminosos.

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- Deixo aqui o gráfico dos valores do Orçamento Geral da União de 2014. Vejam o que eles aplicam nas áreas sociais, como saneamento, segurança, cultura, habitação educação etc.:

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