domingo, 31 de dezembro de 2017
CRIMES - INSEGURANÇA – ESTADO ANÕMICO
quarta-feira, 16 de março de 2016
A pornográfica Dívida Pública Brasileira
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
CASSAR O DEPUTADO BOLSONARO?
Por estes dias recebi um documento popular, pedindo assinaturas para cassar o deputado Bolsonaro por falta de decoro. Concordo que no calor da discussão, o deputado sempre acaba proferindo
palavras inadequadas e acredito que ainda não seria o momento para a cassação
desse parlamentar, tendo em vista o alto grau do crime organizado de colarinho
branco, de políticos, de empresários, do PCC, dos Irmãos do Norte, do Comando
Vermelho etc., o que acaba contaminando até mesmo os três poderes da
República. Toda essa corrupção acaba por influenciar o próprio povo, pois a
impunidade é certeira ou acaba sendo minimizada por força de leis e por
centenas de recursos, tornando a "Lei de Gerson" uma constante na
vida dos brasileiros. Todas as forças deveriam de ser direcionada para o
combate desses criminosos que permanecem a décadas no controle da situação. Até
onde sei, esse deputado não foi ainda tragado pela corrupção endêmica que
assola toda a Nação a séculos. Esses corruptos são piores, mas muito
piores mesmo, do que o deputado Bolsonaro. Outrossim, deixo grafado a frase do
escritor Luis Mir, a qual caracteriza bem a malevolidade da corrupção: A corrupção é a mais potente e destruidora arma do Estado. Serve-se dela para impedir o acesso às oportunidades e a distribuição das riquezas do país. Funciona em todo o organismo e nos círculos aliados, se descontrola a curto, médio e longo prazo, provoca falência social e administrativa irremediável. Se temos que lutar por cassações de
prováveis criminosos políticos, toda a força do cidadão de bem deveria de ser
direcionada para o combate aos chefes do crime organizado, de políticos corruptos, ao combate dos seus simpatizantes, dos
oportunistas, dos criminosos enriquecidos através do erário publico e não para
a cassação do Deputado Bolsonaro. Talvez depois de zerar a corrupção, ou pelo
menos, mantê-lá em níveis mais baixos, então a partir
daí poderíamos pensar em cassar o deputado Bolsonaro, pois, queira
sim ou não, ele ainda pode ser útil no combate a corrupção. Enfim, toda
essa polêmica, ajuda a tirar o foco da verdadeira desgraça do povo
brasileiro: a corrupção e os corruptores. Isto sim é falta de decoro: ignorar e manter pessoas suspeitas de corrupção no poder ou em setores estratégicos da República, dos Estados e dos Municípios.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
TRÁFICO DE ÓRGÃOS NO BRASIL
- Uma das chagas mais revoltantes e asquerosas que afligem o nosso País é exatamente o tráfico de órgãos humanos. Nas mídias pouco se debate sobre essa mazela, pois envolve diversos interesses, tanto por parte de autoridades corruptas da máquina republicana como de pessoas que atuam na área de saúde, principalmente de uma parcela pequena de médicos, despossuídos de valores éticos e morais, os quais procuram auferir grandes lucros negociando órgãos humanos para quem possa pagar mais.
- Se fossemos um País, no qual esse tipo de crime, entre outros, fosse punido exemplarmente, não teríamos muito com que se preocupar, mas infelizmente a verdade é bem outra.
- Para os cidadãos despertos e com um bom senso de criticidade recomendo a leitura do livro Tráfico de Órgãos no Brasil, de autoria de Paulo A. Pavesi.
- O respectivo livro pode ser adquirido em forma E.book Kindle ou Paperbak pela Amazon.com, no valor de $5,31 e $14,01, respectivamente. Também o autor disponibilizou gratuitamente em PDF para os brasileiros interessados, podendo o download ser feito no link https://hostr.co/BgJtbNoErHxO. Também seria interessante que os interessados fizessem uma visita ao site do Sr Pavesi no http://ppavesi.blogspot.com.br/ e no facebook: https://www.facebook.com/pages/Trafico-de-orgaos-no-Brasil.
- O autor relata no livro toda a sua luta de 14 anos, dá nome real para os envolvidos na morte do seu filho Paulinho, na época com doze anos, e na extração criminosa dos órgãos da criança. O autor enfrentou e enfrenta ainda uma batalha gigantesca contra a máfia de órgãos humanos, foi desdenhado, vitmizado e revitimizado pelo Estado brasileiro. A situação chegou a tal ponto de periculosidade, para ele e para a sua família, que o Estado italiano lhe ofereceu um asilo humanitário. Tal situação de asilo se deve a proteção negligente oferecida pelo Estado brasileiro.
- Depois de 14 anos de denúncias, provas cabais, oitivas etc. foi promulgada uma sentença em primeiro grau. A favor dos réus ainda existem uma penca de recursos e, infelizmente, tudo isto vai levar mais um punhado de anos até culminar em uma sentença definitiva. Obviamente todos os envolvidos já estão respondendo em liberdade. Dificilmente irão cumprir penas atrás das grades e talvez acabem até se transformando em heróis, pois aqui é Brasil, onde a criminalidade e a corrupção recrudescem cada vez mais. As vítimas? Ora bolas as vítimas…
- O livro do Sr. Pavesi, obviamente não foi ainda publicado no Brasil, pois, aparentemente, há forças ocultas para a não publicação em nosso tão injusto País. Felizmente pode ser publicado no estrangeiro e com a facilidade (até quando não sei) oferecida pela internet de compra do livro pelos brasileiros interessados sobre o assunto.
- Enfim, aos interessados façam a leitura, procurem mais informações, depois tirem as suas próprias conclusões sobre o tráfico de órgãos humanos no Brasil e adotem as precauções devidas e necessárias para se precaverem desse hediondo crime.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL (PCC)
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
O RETRATO DE UM ATENDIMENTO MÉDICO
sábado, 12 de novembro de 2011
LÁ COMO AQUI!
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
CORRUPÇÃO SEM INDIGNAÇÃO DE MUITOS
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
O DIREITO E O ESTADO FORAM CRIADOS A PARTIR DA VIOLÊNCIA DE CRIMINOSOS?
“- Um atrevido, homem de ideias e de punhos, descobre um rochedo que domina um desfiladeiro entre dois vales férteis; aí se instala e se fortifica. Assalta os transeuntes, assassinando alguns e roubando o maior número. Possui a força; tem, portanto, o Direito.
- Os viajantes, temendo a rapinagem, ficam em casa ou fazem uma volta. O bandido então reflete que morrerá de fome, se não fizer um pacto. Proclama que os viandantes lhe reconheçam o direito sobre a estrada pública e lhe paguem pedágio, podendo depois passar em paz. O pacto é concluído e o astuto enriquece. Eis que um segundo herói, achando bom o negócio, esgarrancha-se no rochedo fronteiriço. Ele também mata e saqueia, estabelece “seus direitos”. Diminui assim as rendas do colega, que franze o cenho e resmunga na sua furna, mas considera que o recém-vindo tem fortes punhos. Resigna-se ao que não poderia impedir; entra em combinação. Os viageiros pagavam um, terão agora que pagar dois: todos precisam viver!
- Aparece um terceiro salteador, que se instala numa curva da estrada. Os dois veteranos compreendem que abrirão falência se forem pedir três soldos aos passantes, que, só tendo dois para dar, ficarão em casa, em vez de arriscar suas pessoas e bens. Arremessam-se sobre o intruso, que desancado e machucado, foge campo a fora. Depois, reclamam dos viajores dois vinténs suplementares, em remuneração pelo trabalho de expulsar o espoliador e pelo cuidado em não deixar que ele volte. Os dois peraltas, mais ricos e poderosos do que antes, intitulam-se agora “Senhores dos Desfiladeiros”, “Protetores das Estradas Nacionais”, “Defensores da Indústria”, "País da Agricultura", títulos que o povo ingênuo repete com prazer, pois agrada-lhe ser onerado sob o pretexto de ser protegido. Assim – admirai o engenho humano! – o banditismo se regulariza, se desenvolve e se transforma em ordem pública. A instituição do roubo, que não é o que o vulgo pensa, fez nascer à polícia.
- A autoridade política, que ainda nos diziam ser emanação do Direito Divino e benefício da Providência, constitui-se a pouco e pouco pelos cuidados de salteadores patenteados, pelos esforços sistemáticos de malandrins, homens de experiência [...]”
(Reclus – Les Primitifs, citado por E. Picard – Lei Droit Pur, pág. 288). (AZAMBUJA, DARCY. Teoria Geral do Estado. São Paulo: Globo, 1988, p. 103-104).
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
O COMEÇO DO DESPERTAR
- Não podemos de nos esquecer de citar a influência de persuasão pela via racional e pela via emotiva de muitas mídias televisivas que impõem ao povo assumir determinado ponto de vista e seduz pelo fascínio, através de novelas, filmes, shows humorísticos, carnavais, programas como Big Brother e a Fazenda, além de muito futebol. É obvio que muitas dessas mídias pertencem a políticos.
- Tudo isto permite que maus brasileiros oportunistas, principalmente daqueles constantemente citados pela revista Veja e outras mídias ainda não dominadas, se organizem para o butim do erário público pertencente ao povo brasileiro, o qual já paga os mais altos impostos do planeta e poucos sabem para onde vai toda essa fabulosa quantia de recursos. Para tal, basta ver como está a saúde, a educação, o nível de corrupção, o aumento desproporcional da criminalidade entre ricos e pobres etc.
- Tudo isto e muito mais acabou gerando o documento abaixo. Isto é apenas o começo de um longo embate entre aqueles que ainda acreditam no Estado de Direito e na Democracia contra os políticos corruptos e oportunistas denominados em uma reportagem da revista Veja de Incomuns por serem superiores aos comuns (povo).
- Façam uma leitura e escolham qual o lado em que deverão terçar as armas.
PROCLAMAÇÃO AO POVO BRASILEIRO
A CONFEDERAÇÃO DA MAÇONARIA SIMBÓLICA DO BRASIL - C.M.S.B, constituída das 27 Grandes Lojas Maçônicas do Brasil, que congregam aproximadamente 100 mil Maçons distribuídos nas Lojas Maçônicas situadas em todos os rincões do País, reunida em sua XXXVIII Assembléia Geral Ordinária, em Goiânia - Goiás, registra:
- a publica e notória propagação do germe da corrupção no terriório pátrio, como se fosse epidemia, contaminando e destruindo os princípios morais e básicos da civilidade, afetando a todos, inclusive comprometendo as futuras gerações;
- o inconformismo com a impunidade dos afortunados pela ilicitude, que afeta e corrói a formação moral da sociedade brasileira, na certeza de que, todos, igualmente, devem responder por seus atos e ser punidos proporcionalmente à falta cometida;
- a urgência de uma reforma nas estruturas dos Poderes construídos, como passo fundamental para que sejam eliminadas as causas das mazelas que vêm afligindo a cidadania;
- o necessário envolvimento das entidades civis organizadas e do povo em geral, na luta para superação dos desmandos e na reconstrução de uma sociedade mais ética, fraterna e solidária;
- o importante papel da Maçonaria, organizada nas Grandes Lojas Maçônicas, na deflagração da luta contra os males que vêm causando tantos danos ao povo, na esperança de que, com a participação de todos, sejam alcançadas as mudanças culturais e estruturais, para que, num futuro próximo, a família brasileira possa usufruir de um País mais justo e perfeito.
Goiânia - GO, 11 a 16 de julho de 2009.
RUY ROCHA DE MACEDO
Grão-Mestre da M:. R:. Grande Loja Maçônica do Estado do Goiás e
Presidente da XXXVIII Assembléia Geral Ordinária da C.M.S.B.
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domingo, 8 de março de 2009
A GUERRA CIVIL BRASILEIRA NÃO DECLARADA
“A civilização política é liberdade. Mas a liberdade [...] não é senão a segurança: a segurança da vida da pessoa, dos bens. Para um saxão de raça, ser civilizado é ser livre. Ser livre é estar seguro de não ser atacado em sua pessoa, em sua vida, em seus bens, por ter opiniões desagradáveis ao governo. A liberdade que não significa isso é uma liberdade de comédia. A primeira e a última palavra da civilização é a segurança individual”. (Rui Barbosa)[1]
- A violência insidiosa e o medo, tal como um vírus predador, vai contaminando cada vez mais os habitantes das grandes metrópoles e das cidades do interior. As precauções individuais devem de ser redobradas, já que pouco se pode esperar do Estado que se diz Democrático de Direito.
- Em uma analise rápida, vejo que está cada vez mais difícil de encontrar alguém das minhas relações sociais que já não tenha sido contaminado pelos atropelos de furtos, roubos e trânsito homicida, quando não em morte. Minha própria família, já passou por momentos de violência: carro incendiado dentro da garagem propositalmente em Santo Ângelo/RS por uma quadrilha de menores piromaníacos. Tentativa de assalto na residência em ponta Grossa/PR. Assalto feito por menores em Manaus/AM, em uma rua dentro de condomínio fechado e com direito a arma branca no pescoço da minha esposa. Policia? Nunca chegaram a uma conclusão, nunca prenderam ninguém. Impunidade total!
- Esta semana chegou a vez de um amigo militar da reserva. Sua residência foi mais uma vez assaltada enquanto vistoriava o seu sitio, onde também ocorreram furtos de animais. Obviamente nada foi comunicado para os órgãos de segurança. Seria por descrédito? Por medo? Pela banalização da violência?
- Por este viés, me veio em mente à guerra civil não reconhecida pelo Estado e tão propalada pelo pesquisador e especialista em literatura médica Luis Mir[2]. Convém dizer que esta guerra já é aceita de maneira banal e incondicional pela população acomodada, a qual já não se importa com a invasão da sua privacidade a título de segurança. É uma liberdade dentro da escravidão?
- O recrudescimento da criminalidade na maioria dos estados federados da República Federativa do Brasil, com raras exceções, é um fato inquestionável para alguns pesquisadores. Em países cuja população é possuidora de uma educação de maior qualidade e cidadania iria para as ruas exigir mudanças, mas aqui, em terras da ex-colônia portuguesa, a ignorância, o medo e a Bolsa Família eleitoreira se tornam uma força estratégica para governos corruptos se manterem e para todos aqueles que sempre se locupletaram com tal situação.
- Fica obvio que muitos se aproveitam da leniência do Estado, afinal de contas o governo, assim como nos EUA, tem que ter um inimigo comum e permanente. Dessa forma, para preencher as lacunas deixadas pelo Estado na área da segurança, surgem novos ramos empresariais que estão a gerar milhares de empregos em vigilância privada[3], surgem milhares de empresas comerciais vendendo todo o tipo de parafernália eletrônica para a segurança de residências. Até no vestuário já temos ternos especiais resistentes a bala de fuzil para altos executivos das grandes empresas, além de carros blindados. Na construção civil surgem condomínios fechados milionários, uma espécie de prisão do bem, destinados aos cidadãos que buscam a segurança negada pelo Estado para as suas famílias.
- Não poderia esquecer, mas as organizações criminosas também prosperam nas sombras da República brasileira. Financiam para os seus associados empréstimos para que possam arquitetar seus planos de furtos, roubos e seqüestros. Chegam até mesmo a fornecer armamentos de guerra aos seus associados para a execução do seu mister. Por outro lado, também financiam cursos de direito nas melhores faculdades do país para os futuros advogados poderem defendê-los nos processos judiciais, financiam pessoas sem princípios éticos e morais para que possam atuar na política, como deputados, senadores, vereadores etc. Essas organizações criminosas empresariais também se preocupam com o social ao tomarem medidas de proteção na saúde, na educação e na alimentação para com as famílias de membros que estejam encarcerados pelo Estado oficial. A impressão é a de que existe um Estado dentro de outro Estado.
- Nas sombras desses governos, que se dizem democráticos, as corporações criminosas não tem limites. Recentemente em 2006 houve episódios reveladores da situação da nossa guerra civil não reconhecida pelo Estado. O PCC (Primeiro Comando da Capital) efetuou diversos ataques na capital em São Paulo, colocando de joelhos o governo estadual. O governo nega, mas existem indícios de acordo com os criminosos[4] (ou será que deveria de dizer guerrilheiros urbanos), para por fim aos ataques na capital paulista.
- No Rio de Janeiro em 2006, dez fuzis e uma pistola são furtados do Exército. Os militares invadem favelas em busca dos fuzis. Tal fato acaba prejudicando a venda de drogas que cai drasticamente. Os guerrilheiros do Comando Vermelho (CV) resolvem negociar[5] com o Exército. Fazem exigências para que os militares saiam da região, pois estão prejudicando o comércio das drogas e impõe a transferência de um guerrilheiro líder do CV de Bangu 1 para Bangu 3.
- Tudo resolvido, o Exército se retira com as suas armas surrupiadas de dentro de um quartel fortemente vigiado e tudo volta à normalidade para os criminosos e para o governo. Normalidade?
- Apesar das estatísticas, dos fatos cabais, das denúncias de órgãos internacionais, o Senhor Lula continua a tergiversar de maneira hipócrita, diz que tudo esta normal. Que somos felizes. Que tudo está sob controle. Ontem essa baboseira toda se repetiu novamente pela mídia. O povo, sem criticidade, ingênuo e até mesmo dominado subliminarmente, acredita no homem que pouco lê e pouco sabe dos crimes cometidos por alguns dos seus seguidores. Esse mesmo povo, que acredita até mesmo em urnas eletrônicas invioláveis, não consegue ver o péssimo nível da nossa educação e tampouco o aumento desproporcional dos homicídios nessa guerra civil interminável, mas dá ao governo do novo PT e partidos oportunistas margens altíssimas de aprovação. Isto sim é realmente fantástico, para não dizer uma comédia!
- A própria ONU reconhece que o Brasil possui uma das maiores taxas de homicídios do mundo, a qual oscila em torno de 48.000 a 50.000 mortes anualmente[6]. Vejam que são milhares de brasileiros mortos em uma guerra, que de acordo com alguns pesquisadores é contínua e necessária para o poder, no qual alguns integrantes seguem os ensinamentos de Maquiavel e de doutrinas que não deram certo nem na URSS, China, Cuba etc. e, além do mais, esbalda-se em corrupção igual como fizeram os seus antecessores nos últimos 500 anos.
- São cifras de uma guerra civil estarrecedora que no último período ditatorial eram baixíssimas, e agora todos nos vivemos uma escravidão dentro da liberdade, a qual aos poucos vai se tornando em uma nova ditadura muito pior do que a anterior. Por este pensamento, qualquer semelhança com o romance 1984 de George Orwell, não será uma mera coincidência.
- Nessas cifras estão incluídos os policiais mortos. A maioria foi trucidada em horários de folga, trabalhando em “bicos”, para poderem manter as suas famílias dignamente, já que os salários pagos são péssimos na maioria dos Estados brasileiros. Soma-se a isto o despreparo profissional, o medo, falta de humanização e a corrupção endêmica de muitos desses policiais civis e militares. Nada diferente do que a mídia (o quarto poder para alguns) mostra nos noticiários diários.
- Qual a ideologia de um Estado que não se preocupa com a segurança do seu povo e com seus próprios agentes de segurança? O que eles estão tentando implantar? Existe uma ideologia em pleno andamento, a qual está sendo implantada por fases?
- Tudo isto não deve causar surpresas, já que temos assaltantes de bancos, homicidas e terroristas dos anos 60 e 70 anistiados com o fim da ditadura militar. Na época ditatorial esses guerrilheiros defendiam uma ideologia que julgavam ser a melhor para o Brasil. Hoje muitos deles estão ocupando cargos políticos em diversos segmentos da política brasileira, mas agora que estão no poder alguns revelam as suas verdadeiras faces, não para o povo empobrecido de educação e de outros valores, mas para aqueles que ainda possuem uma visão histórica da verdade, compostura, dignidade, honra, patriotismo, honestidade, valores culturais e respeito para com a família.
- Nesse sentido, é lastimável ver hoje vários desses antigos revolucionários envolvidos em atos sórdidos de corrupção e enriquecimento ilícito. Muitos se tornaram pior ética e moralmente dos que estavam na política da época ditatorial ao permitirem a ampliação da corrupção desenfreada e da guerra civil camuflada a que estamos imersos diariamente.
- Abaixo uma pequena estatística da sombria realidade a que estamos sendo submetidos paulatinamente e banalizada pelo povo dominado.
- Esta pesquisa apresenta um pequeno declínio insignificante de homicídios entre 2005 e 2006 nos homicídios e deve estar ligado com a questão da campanha do desarmamento, o qual pouco influenciou nas cifras macabras oficiais de homicídios.
- Ainda com relação ao desarmamento do povo, o governo já fala em retomar a campanha do desarmamento, mas as verdadeiras causas da criminalidade são acobertadas ou tenuemente combatidas. Vejam que os crimes não resolvidos neste País giram em torno de 92% e dos 8% restantes poucos são condenados definitivamente graças a lentidão e a uma infinidade de recursos a disposição dos criminosos de colarinho branco, máfias etc. Além do mais, a campanha do desarmamento não conseguiu influenciar os proprietários das metralhadoras, granadas, fuzis de guerra, bazucas, minas e outros armamentos de guerra. Quem sabe na próxima campanha, que será feita com muito dinheiro público, consigam sugestionar os guerrilheiros das favelas e bairros miseráveis das grandes cidades a entregarem seus supostos arsenais para as autoridades (des)governamentais.
- Agora vejam uma interessante estatística que mostra o Brasil em primeiro lugar em homicídios e o último em domicílio com armas de fogo. Isto coloca em cheque a questão do desarmamento no Brasil quando comparado a outros países:
| ESTATÍSTICA DE HOMICÍDIOS POR PAÍS | ||
| PAÍS | POR 100 MIL HABITANTES | DOMICÍLIO COM ARMAS |
| BRASIL | 27 | 3,5% |
| ESTADOS UNIDOS | 6 | 52,0% |
| CANADÁ | 3 | 30,0% |
| ITÁLIA | 2 | 17,0% |
| FRANÇA | 1,5 | 24,5% |
| SUÉCIA | 1,5 | 15,0% |
| SUIÇA | 1 | 35,0% |
| Fontes: Movimento Via Brasil, Movimento Viva Rio, Instituto Superior de Estudo da Religião, Polícia Federal, CPI do tráfico de Armas, publicado pelo jornal “ O Estado de Minas” em 24/7/2005[7]. | ||
- E o povo ingênuo, agindo como uma “boiada mansa”, aceita a conversa inútil do desarmamento, sem criticidade, sem debates, sem ver as verdadeiras causas do aumento da criminalidade: êxodo rural, bolsões de miséria nas grandes cidades, desemprego, péssimo sistema educacional, falta de perspectivas para os jovens pobres, corrupção generalizada, falta de nacionalismo, falta de valores nobres, núcleo familiar enfraquecido etc.
- A impressão que se tem é que os objetivos do desarmamento são outros, pois estarão facilitando o comércio ilegal das armas para as corporações criminosas internacionais. O governo está preocupado com o desarmando dos cidadãos de bem, talvez este seja o verdadeiro objetivo do grupo que está no poder, ou, talvez, daqueles que comandam esse grupo.
- No meio desse terrorismo urbano não oficial, por incrível que pareça, o Estado de São Paulo, salvo juízo maior, conseguiu tomar medidas que reduziu em 25,14% a taxa de homicídios no período de 2004 e 2005[8], mas apenas nesse período, já que algumas mídias mostram que São Paulo em 2008/2009, os homicídios retornaram com toda a força.
- Denota-se, dessa maneira, em São Paulo, que algumas políticas públicas, na área da segurança, estavam trilhando um bom caminho no período de 2004 e 2005. Os demais Estados da federação brasileira deveriam de se atentar para esse fato de que com uma vontade política leal, voltada sinceramente para o povo, algo raro em nosso País, sempre centradas em uma boa educação, no saneamento, na saúde, no fortalecimento da base familiar dos menos assistidos, no restabelecimento de referenciais afetivos ético-morais, controle eficaz da corrupção, punição rápida e contundente para os corruptos de colarinho branco, poderíamos diminuir em dezenas de milhares as cifras do genocídio anual do povo brasileiro nessa guerra civil insana, sem glória e sem heróis e o pior de tudo: com ranço orwelliano[9].
- Resistir é preciso. É necessário formalizar um caminho harmônico de interesses entre os diversos setores representativos da sociedade. É necessário formalizar um caminho de igualdade de oportunidades para todos para fortalecer a cidadania e estabelecer princípios de solidariedade para com os chamados excluídos, respeito pela vida e pelo meio ambiente, retornar velhos conceitos como patriotismo e nacionalismo. É necessário utilizar todos os meios pacíficos disponíveis para se opor ao domínio do Grande Irmão que sobrevive as custas dos milhões de excluídos da boa saúde e de uma educação de qualidade. É Necessário extinguir a força do Grande Irmão que sobrevive da desgraça de uma guerra civil não declarada, da impunidade dos poderosos e da corrupção generalizada que corrói as entranhas da Republica brasileira.
- Tenham sempre em mente que “é terçando as armas, que se aprende a lutar” (Camões).
[1] BARBOSA, Rui. Pensamento e Ação de Rui Barbosa. Organização e seleção de textos pela fundação Casa de Rui Barbosa. Brasília, Senado Federal, 1999.
[2] MIR, Luis. Guerra Civil: Estado de Trauma. São Paulo: Geração Editorial, 2004.
[3] Empresas de vigilância privada crescem com falhas do Estado na segurança. Disponível em http://www.usp.br/agen/repgs/2003/pags/015.htm. Acesso em 28 fevereiro2009.
[4] Governo faz acordo com Marcola – Rita Magalhões e Marcelo Godoy, O Estado de São Paulo, 16/5/2006.
[5] Exército negocia com o tráfico e retoma as armas – Rapahel Comide, Folha de São Paulo, 15/3/2006.
[6] ONU aponta que o Brasil tem uma das maiores taxas de homicídios do mundo. Disponível em http://www.portalaz.com.br/noticias/geral/119016_onu_aponta_que_brasil_tem_uma_das_maiores_taxas_de_homicidio_do_mundo.html. Acesso em 28 fevereiro 2009.
[7]Lojas Maçônicas. Estatística de homicídios por país. Disponível em http://lojasmaconicas.com.br/politica/estatistica_homicidios.htm. Acesso em 27 fevereiro 2009.
[8] Análise crítica do ensaio: O jogo dos sete mitos e a miséria da segurança pública no Brasil. Revista Jurídica Consulex nº 288 de 15/1/2009, pg. 30.
[9] Referência ao romance de ficção 1984 de George Orwell, publicado em 1949.



