Vem acontecendo em um ritmo cada vez mais assustador os crimes perpetuados por estrangeiros contra os brasileiros e entre eles mesmos. A impressão nítida que se tem é a falência da segurança pública em Boa Vista. Estamos a mercê de assaltos, furtos, roubos e assassinatos a todo o instante. Até mesmo atos de terrorismo vem sendo planejado, pois há poucos dias foram descobertos venezuelanos com 18 coquetéis molotov e várias armas brancas, que seriam usados contra o seu próprio povo, em um abrigo em Amajarí(RR). Onde está o Presidente que dizia que Roraima era a menininha dos olhos dele? Onde esta o Ministro da Justiça? Onde esta o secretário de segurança pública de Roraima? Tudo não passou de uma falácia as palavras do Presidente? Somente entre 2017 e abril de 2019 mais de 262,3 mil atravessaram a fronteira da Venezuela com o Brasil. É inquestionável o recrudescimento absurdo da criminalidade em Roraima. Muitas atitudes governamentais estão indo na contramão da doutrina de segurança pública, afinal quais são as soluções que esses governantes (federal, estadual e municipal) irão dar para a proteção do contribuinte de impostos? Pelo andar da carruagem nada mudará a não ser piorar ainda mais aquilo que já é pior. Qual a saída que temos? Talvez começarmos a abandonar o Estado (emigração) poderia ser uma solução?
P.S. : Agora há pouco na TV Boa Vista, o locutor do programa Verdade no Ar comentou o assassinato de um Cabo do Exército e segundo o locutor tem venezuelano envolvido. O Cabo saiu da sua casa para comprar 5 latinhas de cerveja e não retornou mais. Alguém o espancou na cabeça, foi parar no HGR com traumatismo craniano e acabou morrendo, talvez pelo péssimo atendimento do hospital. Segundo o locutor, o Exército não deu nenhum parecer até agora. A viúva cobra providências. É o Exército que participa da operação acolhida para os venezuelanos, mas não oferece segurança para a população.
- É lastimável, mas a situação no trânsito de Roraima está atingindo a patamares surreais. Quase todos os dias pessoas entram em óbito ou se acidentam gravemente nas ruas da capital e nas estradas do interior do Estado.
- Sou morador deste Estado a 14 anos. A situação no trânsito era aceitável. Havia mais educação e civilidade por parte dos motoristas, porém de alguns anos para cá a situação está ficando cada vez mais deplorável.
- O desrespeito das normas de trânsito é a marca mais característica, tanto pelos condutores de motos como pelos condutores de carros. A situação, simplesmente, piora a cada mês e muito pouco acaba sendo feito, a não ser muita conversa fiada por parte das autoridades.
- Na cidade de Boa vista, já observei dezenas de ruas secundárias sem sequer uma placa de PARE. Somente quem conhece a cidade, sabe que aquela determinada rua é preferencial ou secundária. Há centenas de placas corroídas pelo tempo sem reposição adequada, além de buracos nas ruas mal sinalizados e pouca fiscalização. Tudo isto acaba favorecendo centenas de acidentes e muitas das vítimas acabam se esquecendo que o responsável pela tragédia, muitas vezes, é exatamente o desleixo descabido da prefeitura. Tal situação caberia perfeitamente uma ação contra o poder municipal perante tamanho descaso.
- Outrossim, tornou-se comum na cidade de Boa vista, a rua de mão única, com duas pistas, se tornar de cinco pistas. Basta olhar nos semáforos que da esquerda para a direita temos uma motocicleta, do lado um carro, do lado desse carro uma motocicleta, do lado dessa motocicleta outro carro e do lado desse carro outra motocicleta. Os condutores das motos ultrapassam os carros pelo lado proibido sem o menor constrangimento, só ainda não conseguem cruzar por cima dos carros. Tudo isto é feito em grande velocidade e muitas vezes carregando crianças, seus próprios filhos.
- São poucos aqueles que realmente obedecem a sinalização e as normas e, por conseguinte, temos um punhado de mortos todos os meses e isto sem falar daqueles que ficarão sequelados pelo resto das suas vidas. Na UTI do HGR, a maioria dos leitos, acaba sendo ocupado pelos condutores tresloucados de motos.
- Nos semáforos é comum, tanto motos como carros, cruzarem o sinal vermelho e mais comum ainda é a falta de civilidade entre os motoristas, os quais, muitas vezes, nos apresentam verdadeiras cenas de barbárie sem termos que ver os filmes de terror da Sky.
- Neste fim de semana, ao sair da vicinal do sítio da família e entrar na BR 174, tivemos plenas cenas dessa incivilidade e desrespeito ao próximo. Já tínhamos entrado na BR. Na frente seguia meu filho em uma Ranger, logo atrás estava eu, em uma S10. Pelo retrovisor vi uma Hilux saindo da vicinal em velocidade não compatível para o momento e, simplesmente, entrando na contra mão da BR. Por pouco não houve um acidente, pois um carro que vinha em sua mão teve que frear bruscamente. A novela não termina por aí. O condutor da Hilux se aproximou de mim. Vendo que esse novo bárbaro estava querendo me ultrapassar, deixei um espaço maior entre o meu carro e do meu filho, pois pressenti que esse condutor não estava muito bem e assim facilitar a sua ultrapassagem. Mas para a minha surpresa e a do meu filho, o condutor problemático simplesmente ultrapassou, em alta velocidade, pelo acostamento da direita, fazendo com que meu filho jogasse, perigosamente, o caro para a esquerda. O mais interessante é que próximo da barreira da PRF encontramos novamente o dito motorista incivilizado, o qual estava com uma velocidade mínima, quase parando. Foi observado por mim que, em alguns momentos, ele estava em zigue zague. Sinais de drogas legais ou ilegais? Por precaução e com certo temor tivemos que ultrapassá-lo rapidamente. Na barreira da PRF, pelo retrovisor, verificamos que o policial rodoviário federal o deteve e seguimos em frente. Tais fatos poderia ter virado em uma tragédia, envolvendo os três carros e simplesmente engrossando as estatísticas do genocídio que ocorre no trânsito do Estado de Roraima.
- Portanto, está se tornando um risco dirigir pelas estradas de Roraima e pelas ruas da capital. Os novos bárbaros contam com a impunidade. Saem pela porta da frente da delegacia sem o menor constrangimento, pois existe uma penca de leis mal elaboradas pelo legislativo, as quais acabam favorecendo esses grupos de sequazes, anjos demoníacos, que ceifam a vida de milhares de inocentes.
- E as autoridades? A grande maioria, pouco faz para mudar esse quadro dantesco, pouco faz para conter este genocídio, mas, no entanto, são refinadas na demagogia, em mentiras e em corrupção. Assim, infelizmente, caminha Roraima. Assim caminha o Brasil.
Roraima tinha tudo para ser um exemplo para todo o País. A capital é planejada, a única do
Norte do Brasil. O Estado é pouco populoso, menos de 600.000 mil pessoas. Apesar de não ter um parque industrial, o dinheiro entra com facilidade, a
ponto de ser criticado por políticos de outros Estados do Brasil, mas também desaparece com facilidade.
Infelizmente,
nos últimos anos, as denúncias de corrupção estão se multiplicando e a
impunidade é a marca registrada. Até parece que parte dos políticos daqui estão
seguindo a cartilha aplicada em outros Estados do Brazil (com “z” mesmo), nos
quais a corrupção e a criminalidade estão chegando a níveis absurdos. O interior do Estado está cada vez mais abandonado e violento e a capital cada vez mais com centenas de incivilidades por todos os cantos e recantos.
A
situação é tão grave que uma mídia televisiva (Domingo Espetacular 26/05/13) denunciou a presença da facção terrorista criminosa do PCC (Primeiro Comando da Capital) em Roraima e o próprio Ministério Público diz não estar espantado com tais fatos, aliás, um policial de Manaus, já há alguns meses,
chegou a comentar comigo que já havia indícios da existência de soldados do PCC
em Manaus.
Por
essa vertente tenho observado que nos últimos dois meses os números de assaltos à
mão armada estão se multiplicando. O medo começa a tomar conta da população,
pois o aparato policial encontra dificuldades materiais e humanas de acordo com
o que vem sendo denunciado nas mídias locais. Há comentários que falta até
mesmo gasolina para as poucas viaturas policiais, se não me engano, apenas 10 litros
por viatura. Obviamente tudo é negado pelas digníssimas autoridades, mas não conseguem mais esconder o recrudescimento da violência e do crime.
Além
do mais, muitas leis acabam facilitando a não detenção de criminosos e
principalmente de menores infratores que matam, roubam e estupram, gerando
descontentamento e descrédito pelo povo das autoridades locais.
Até
mesmo o sistema penitenciário de Roraima deixa transparecer inúmeras e grotescas falhas na
segurança com a fuga constante de criminosos que passam a praticar furtos, roubos e outros crimes tanto na cidade como no interior e com a maior facilidade, sempre na
certeza da impunidade ou, caso sendo alguns presos, recebendo penas brandas.
Outrossim,
enumero algumas manchetes do Jornal Folha de Boa Vista somente dos últimos dias:
Na
realidade, estas manchetes é apenas uma pequena parcela da verdadeira situação.
Há centenas de crimes que não serão desvendados, aumentando ainda mais a
sensação de insegurança. Há centenas de crimes que as autoridades não ficarão
sabendo, muitas vezes por descrédito na polícia, na própria justiça e por medo
dos criminosos que muitas vezes saem pela porta da frente da delegacia, pois a
lei deve de ser cumprida e a segurança das famílias que se dane.
Nesse
quadro caótico ainda temos pessoas sendo vitimizadas diariamente pela má
prestação da saúde pública e da péssima educação pública ministrada pelo
Estado.
Com
relação a educação pública, a poucos dias, um deputado ligado aos direitos
humanos humilhou, no auditório da câmara, dezenas de alunos que
reivindicavam melhorias na educação e das péssimas condições físicas das
escolas, chamado-os de "macacos de auditório". Provavelmente esse
deputado não está nem aí para as repercussões, pois tem a certeza da impunidade
e que irá se reeleger novamente, mesmo tendo contra si diversas denúncias.
Infelizmente muitos roraimenses acham que o voto é apenas uma mercadoria que pode ser trocada
por um punhado de moedas.
Enfim,
é o fim da tranquilidade e da segurança que Boa vista oferecia para as
famílias, estando a ficar cada vez mais parecida com a cara do crime e da
corrupção das grandes cidades do Brazil (com “z”mesmo). Então qual a saída?
Temos saída ainda?
“Um povo corrompido não pode tolerar
um governo que não seja corrupto” (Marques de Maricá)
A corrupção continua avassaladora e, em pouco tempo,
os criminosos irão até mesmo por limites na liberdade de pensamento, principalmente para aqueles que ainda
não viraram “marionettes” do sistema cleptocrata e da corporatocracia.
Denúncias de desvio do erário público destinado à segurança, à saúde e à educação do passado recente deixaram um rastro de impunidade. A sensação de impunidade faz com que esses crimes se alastrem pelos Estados da Federação Brasileira. Em consequência em muitos rincões do nosso País, a anomia já está instalada, bem como há sinais bem visíveis dela em muitos bairros paupérrimos das grandes cidades e até mesmo em bairros de classe média.
Nesse sentido é bom recordar uma manchete publicada no ano de 2006, pelo jornal O Estado de São Paulo, sobre a corrupção endêmica presente nas prefeituras
dos municípios dos grotões desse imenso Brasil.
Daquela época para o ano atual, pouca coisa mudou,
apenas está cada vez mais visível. Na realidade, a corrupção está cada vez mais fortalecida na República da Impunidade.
Para tanto releia as denúncias divulgadas em 2006, transcritas abaixo, e depois as compare com os fatos e atos da atualidade política do
nosso País e do seu município.
FISCALIZAÇÃO: AUDITORIA APONTA
CORRUPÇÃO EM 77% DAS PREFEITURAS
Desvio de recursos muitas vezes é
feito de forma escancarada, relata a CGU. Relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) traçam um retrato alarmante do
País, indicando que a corrupção está enraizada nas estruturas de poder local
espalhadas de norte a sul. Os levantamentos da CGU mostram que três em cada
quatro prefeituras brasileiras - mais precisamente 77% - estão hoje envolvidas
em graves irregularidades, como a recente fraude descoberta pela Polícia
Federal na aquisição das ambulâncias. Apenas esse esquema, revelado pela
Operação Sanguessuga, atinge um em cada dez municípios fiscalizados.
Nos rincões do País, o desvio de
recursos públicos é feito muitas vezes de forma escancarada, aos olhos da
população, sem o requinte das quadrilhas que se infiltram na administração
federal para corromper agentes públicos e extrair vantagens financeiras. De
acordo com os relatórios da CGU - órgão de controle do governo federal
responsável por fiscalizar como as verbas federais são aplicadas nos municípios
-, foram detectados centenas de casos de licitações manipuladas, de
falsificação de notas fiscais e de prefeitos que contratam empresas de parentes
para executar serviços para o município.
Na Bahia, por exemplo, os
auditores chegaram a descobrir graves problemas em 56 das 59 prefeituras
visitadas. São casos como o de Ibipeba, onde a prefeitura simulou a compra de
medicamentos na Farmácia Oliveira, de propriedade do cunhado do prefeito Nei
Amorim de Sousa (PSDB). Ou de Sebastião Laranjeiras, onde o ex-prefeito Manuel
Messias (PP) fez compras de alimentação escolar, sem licitação, na empresa
Simone Alcântara L. Magalhães, de propriedade de sua prima.
Em pelo menos quatro municípios
na Bahia (Porto Seguro, Taperoá, Cansanção e Mucuri), a CGU teve de recorrer à
Polícia Federal para ter acesso aos documentos das prefeituras e garantir a
segurança de seus servidores. O Estado é apontado pela CGU como um dos principais
focos de corrupção, mas com seus 95% de irregularidade não é o pior na
estatística. De acordo com os dados oficiais, há oito Estados em que 100% das
prefeituras fiscalizadas apresentaram graves problemas - Alagoas, Amazonas,
Amapá, Ceará, Piauí, Sergipe, Rondônia e Roraima.
No Amazonas, um dos casos mais
graves já detectados ocorreu em Boa Vista de Ramos. A oito dias do fim de seu
mandato, em 2004, o ex-prefeito Vasco Bento dos Santos Ribeiro (PSC) autorizou
um saque de R$ 731,5 mil da conta de um convênio com o Ministério da Saúde. O
dinheiro estava destinado à construção de uma estação de tratamento de esgotos,
que nem sequer foi iniciada.
No município de Tonantins, também
no Amazonas, os auditores descobriram que 13 funcionários da prefeitura e um
secretário municipal estavam recebendo, até o ano passado, os benefícios do
Bolsa Família, destinado ao combate da fome. Além disso, a prefeitura
apresentou R$ 277 mil em notas frias para justificar despesas com recursos dos
Ministérios da Saúde e da Educação.
"Esses problemas decorrem de
500 anos de corrupção e de impunidade no Brasil. Jamais houve um enfrentamento
sério e profissional da corrupção como o que estamos colocando em
prática", afirma o ministro interino responsável pela CGU, Jorge Hage.
Segundo ele, é o trabalho da PF, do Ministério Público e dos órgãos de controle
que têm tornado a corrupção mais transparente à opinião pública.
ENCHENTES
Entre todos os municípios
fiscalizados, o caso de Pendências, no Rio Grande do Norte, é talvez o que melhor
ilustre como governantes e empresários corruptos usam a pobreza dos eleitores
para assaltar os cofres públicos. O relatório de irregularidades da prefeitura
é um dos mais extensos já preparados pela CGU. Em 2004, por exemplo, a
administração municipal obteve R$ 511 mil do Ministério das Cidades para
reconstruir 80 casas destruídas pelas chuvas. Realizada a fiscalização, a CGU
constatou no ano passado que nenhum dos beneficiados pelas moradias erguidas
tinha sido atingido pelas enchentes. Entre os felizardos, havia vários
funcionários de chefia na prefeitura e até um vereador.
Outra descoberta dos auditores é
que a empresa contratada sem licitação para construir as moradias, a J.L.
Construções, está registrada em nome de dois laranjas: um agricultor e um
trabalhador braçal. O Ministério Público desconfia que essa e outras empresas
tenham sido utilizadas pelo prefeito, Jailton Barros de Freitas (PSB), para
desviar recursos públicos.
As investigações já detectaram
que o prefeito acumula um patrimônio de R$ 5 milhões em nome de terceiros, como
o caseiro de seus pais, João Carlos da Silva, dono formal de 12 lojas em um
shopping na capital potiguar. Freitas foi procurado pelo repórter do Estado,
mas na prefeitura informaram que ele estava viajando.
Uma prática corriqueira nas
prefeituras, segundo os relatórios da CGU, é simular a concorrência nas
licitações na modalidade "carta-convite" usando empresas de fachada,
que ou não existem ou têm sócios e endereços em comum. Nesse tipo de licitação,
os administradores pedem proposta de três empresas diferentes - que nesse caso
pertencem ou são controladas pelas mesmas pessoas e, assim, conseguem
superfaturar os contratos.
É o caso das prefeituras de Santo
Antônio, Lagoa Nova e Santa Cruz. Além de serem todas do Rio Grande do Norte,
elas têm algo mais em comum: contratam uma empresa registrada em nome de
laranjas, a Juacema Construções, para realizar obras. Uma empregada doméstica e
um agricultor são, formalmente, os donos da empresa, mas nunca receberam um só
centavo dos R$ 3 milhões em contratos com os municípios. O dinheiro é embolsado
pelo procurador, de nome José Oliveira Ferreira.
Exemplos como esse se repetem em
vários outros municípios fiscalizados. A situação é mais grave no Norte e
Nordeste do Brasil. Em São Paulo, o índice de irregularidade chegou a 58,2%. Só
é maior do que no Acre e no Rio Grande do Sul.
Nas cidades mais ricas,
desperdício e corrupção Municípios com maior receita são os que mais gastam com
vereadores.
Produto de distorções no sistema
tributário brasileiro, a abundância de recursos em determinadas cidades está
induzindo ao desperdício e, em vários casos, à corrupção. Segundo dados da
Secretaria do Tesouro Nacional, 57% das prefeituras mais ricas do País, que se
beneficiam da fórmula de repartição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias
e Serviços (ICMS), são também as que mais gastam com salários de vereadores e
outras despesas do Legislativo municipal.
É o caso de São Francisco do
Conde (BA), que, beneficiado pela presença da Petrobrás, tem a quarta maior
receita per capita do País (R$ 6.170,62) e o segundo maior gasto com vereadores
(R$ 321,83 por habitante). Além da posição destacada nessa estatística, o
município baiano já teve dois prefeitos cassados por irregularidades administrativas
nos últimos anos.
Algo semelhante ocorre com o
município de Triunfo, que já se tornou um caso folclórico no Rio Grande do Sul.
A prefeitura, beneficiada pela presença de um grande pólo petroquímico na
cidade, tem a sexta maior receita per capita de ICMS do Brasil e já registrou
no passado um índice de 10% da população empregada em cargos públicos.
Dos cem municípios com maior
receita per capita no Brasil, apenas dois gastam com sua Câmara menos do que a
média brasileira - R$ 36,44 por habitante ao ano. Os demais gastam em média R$
118,18 per capita. O maior gasto entre todos é verificado em Paulínia (SP),
cidade que abriga uma das maiores refinarias da Petrobrás: a prefeitura gasta
R$ 338,85 ao ano por habitante com salário e outras despesas dos vereadores.
Não por acaso, Paulínia também é
o município com a maior receita disponível por habitante: R$ 9.322,40 em 2004.
Essa riqueza é alimentada principalmente pelo ICMS transferido pelo Estado, que
corresponde a 76% da arrecadação municipal. É graças a essa receita milionária
que o município está enquadrado com folga no limite de gasto da Lei de
Responsabilidade Fiscal. O Legislativo local custa 3,6% da receita, quando o
teto é de 6%.
Em termos proporcionais a sua
população, Paulínia tem uma receita nove vezes maior do que a da capital
paulista. Com toda a arrecadação de Imposto Predial e Territorial Urbano
(IPTU), Imposto sobre Serviços (ISS) e demais tributos, em 2004 a Prefeitura de
São Paulo arrecadou R$ 1.192,69 por habitante, e seu gasto com a Câmara
Municipal foi de apenas R$ 29,09 per capita ou 2,4% da receita.
A associação entre riqueza e
desperdício se repete em vários outros Estados: no Rio de Janeiro, por exemplo,
Quissamã se destaca com a segunda maior receita per capita do País (R$
8.285,46) e a quarta maior despesa no Legislativo (R$ 278,25 por habitante).
Novo Santo Antônio, em Mato Grosso, figura em terceiro lugar no ranking da
despesa com vereadores (R$ 298,06) e em oitavo no da receita (R$ 4.708,30).
"Nesses casos, a abundância
está induzindo o desperdício e gerando injustiças, porque o município rico está
gastando mais do que precisa, e o vizinho não está recebendo nada", avalia
o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski.
De acordo com ele, os dados sobre
o mau uso da riqueza devem servir de alerta para que o governo federal corrija
algumas distorções do sistema tributário. A Constituição prevê que 75% da fatia
do ICMS que cabe aos municípios seja repartida entre eles de acordo com o peso
econômico de cada um, mesmo quando esse peso é dado pela presença de refinarias
de petróleo e hidrelétricas, que pouco têm a ver com uma atividade específica
da população local. Na avaliação de Ziulkoski, essa sistemática acaba
beneficiando desproporcionalmente alguns pequenos municípios em detrimento de
outros.
Sérgio Gobetti - Brasília
Fonte: Jornal O Estado de São
Paulo 28-05-06 página A4
«Estamos a viver num mundo onde ninguém é livre, no qual dificilmente alguém está seguro, sendo quase impossível ser honesto e permanecer vivo.» George Orwell, The Road to Wigan Pier
- Muitos blogs estão publicando artigos sobre a situação fundiária de Roraima. Muitas pessoas com senso de cidadania, nacionalismo, experiência, cultura e conhecimento já alertaram sobre a gravíssima situação deste Estado Federativo. A rede oficial midiática televisiva e escrita pouco tem publicado sobre a questão, mas o circo dos programas alienantes se intensificam e entorpecem o povo fragilizado, o que me faz lembrar do controle exercido sobre a população peloBIG BROTHER do livro Nineteen Eigthy Four (1984) do escritor inglês George Orwell falecido em 1950.
- Abaixo deixo algumas indicações de artigos que já foram publicados por outros blogs e sites. Seria interessante recordá-los e comparar com a atual situação.
- É lastimávelque os alertassobre os interessesestrangeiros nas riquíssimas terras do Estado de Roraima não estão tendo a divulgaçãonecessária nas poderosas mídias do Brasil paraque ocorra umdebateintensosobre o destino da Amazônia e do povo miscigenada porséculos de convivênciaentre os indígenas e queagora estão sendo excluídos. Talfato está gerando problemassociais gravíssimos nãosóem Roraima, masemoutrosEstados do Norte.
- Convém deixar frisado queemtorno de setenta porcento do território de Roraima está comprometido comreservasindígenas. Mais interessante ainda é verque a vida dos autóctonesnão melhorou emmuitosaspectos, principalmenteemtermos de saúde e educação.
- Por uma questão de lógica, fica claroquesomentecommuitaeducação, conhecimento, sabedoria e cidadania é que os indígenas poderão preservar os seuscostumes, o domíniomilenar de plantasmedicinais e a própriareligião, além de se defenderem daqueles (nacionais e estrangeiros), que na realidade, estão interessados na espoliação das riquezasnaturais da região, principalmente os minerais utilizados emtecnologias modernas.
- Tem surgido denúnciasgravessobre o trabalho realizado pormissionários, padres da IgrejaCatólica Apostólica Romana e ONGS, os quais possuem transito livre na região. Tudoisto deveria de ser investigado comprofundidade, e de maneiratotalmenteimparcial, poispelomaterialjá coletado é obvio que existem interesses velados prejudiciais, principalmente às comunidadespobres, sejamíndios, negros, pardosoubrancos. O pior será para as pessoas de corparda.
- Algumas poucas autoridadespolíticas, comumsenso de cidadania e patriotismo, vêem o descalabroque ocorre na região. Abaixo faço uma transcrição da declaração do Senador Mozarildo publicado na Folha de Boa Vista, Estado de Roraima em 22/10/2007:
SENADOR DIZ QUERAPOSASERRA DO SOL É UMA JOGADAINTERNACIONAL
Senador diz queRaposaSerra do Sol é uma jogadainternacional. O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) declarou no programaAgenda da Semana, da RádioFolha 1020, que a homologação da reservaindígenaRaposaSerra do Sol é uma jogadainternacional de organizaçõesque usam a falsaidéia de defesa dos índiosparatirarbenefíciospróprios. “Tem uma turma de índiosque se locupleta comdinheiropúblico. O CIR [ConselhoIndígena de Roraima] mesmo recebeu recursosparasaúdeindígena e não presta contas do que faz com o dinheiro”, afirmou.
Mozarildo também disse que a IgrejaCatólica está a serviço dos poderosos. “É uma missa encomendada, umfalsodiscurso de defesa de indígenas. Já há até o cacoete de chamar as terrasquesão da União de naçãoindígena, nação yanomami, nação macuxi. Sou católico, mas há a história da Igrejaestar a serviço dos poderosos. Ela é que é a intrusa na RaposaSerra do Sol. Há uma senhora, dona Severina, que morava na VilaSocó, com uma boa estrutura, e que foi assentada no PA Nova Amazônia. Hojeelamora num barraco de lonacoberto de palha. Porter denunciado essa situaçãoela teve o barraco queimado”, contou.
Para o senador há umtotaldescaso do GovernoFederalcom a situação dos moradores não-índios da reserva, que vivem há várias gerações na região. “Onde estão localizadas as reservas? Emfaixas de fronteira? Lembro do, hoje, ministro da Defesa, Nelson Jobim, visitar a RaposaSerra do Sol, quandoeraministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso. Comoelemesmogosta de dizer, andou a cavaloportoda a área, conversou com várias pessoas e colocou no relatórioque a área deveria ser demarcada de formacontínua, masnãoexcludente. Agora, ele vem falarque existem ‘vazios’ na Amazônia. O ministro descobriu o óbvio. Existem vaziosporque estão expulsando os moradores dessas áreas”, argumentou.
O senador afirma que as reservas foram demarcadas semque houvesse umestudo aprofundado da área e das condições dos habitantes. “Fui taxado. Inclusive, de genocidapordefender a faixa de fronteira, de pelomenos 15 km. O própriorelator de uma comissão da qual fiz parte, o senador Delcídio Amaral, do PT, deu parecercontrário à demarcação da reservaporqueisso prejudicaria Roraima. O presidenteLulanão acatou o relatórioporque tem origem na ideologia do PT, umsocialismototalmente equivocado e ultrapassado, dos tempos da Cortina de Ferro da Rússia. Geopoliticamente, o Brasil não é tratado de forma a pensarnosestadosmaispobres”, declara.
Para Mozarildo Cavalcanti a política vigente é a do esvaziamento. “Não há nenhumculto ao nacionalismo, ao patriotismo. O que presenciamos durante as diligênciaspara a construção do relatóriosobre a situação das famílias é parecido com o que houve na Alemanha Nazista. A Funai diz que indenizou 190 famílias e que assentou 160 no PA Nova Amazônia. Mas indenizou mal e porcamente. O Incra está semcomando, semcontrole, e aquilolá está terrível”, afirma.
O senador informou que está aprofundando os documentos do relatóriosobre o processo de retirada de não-índios da RaposaSerra do Solpara enviá-lo ao Senado, à Câmara dos Deputados, AssembléiaLegislativa de Roraima, Presidência da República, ministérios e órgãos do PoderExecutivo, SupremoTribunalFederal (STF) e demaisTribunaisSuperiores, MinistérioPúblicoFederal, Governo de Roraima, ConselhoFederal da Ordem dos Advogados do Brasil e ao ConselhoNacional de Segurança”.