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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

CASSAR O DEPUTADO BOLSONARO?

Por estes dias recebi um documento popular, pedindo assinaturas para cassar o deputado Bolsonaro por falta de decoro. Concordo que no calor da discussão, o deputado sempre acaba proferindo palavras inadequadas e acredito que ainda não seria o momento para a cassação desse parlamentar, tendo em vista o alto grau do crime organizado de colarinho branco, de políticos, de empresários, do PCC, dos Irmãos do Norte, do Comando Vermelho etc.,  o que acaba contaminando até mesmo os três poderes da República. Toda essa corrupção acaba por influenciar o próprio povo, pois a impunidade é certeira ou acaba sendo minimizada por força de leis e por centenas de recursos, tornando a "Lei de Gerson" uma constante na vida dos brasileiros. Todas as forças deveriam de ser direcionada para o combate desses criminosos que permanecem a décadas no controle da situação. Até onde sei, esse deputado não  foi ainda tragado pela corrupção endêmica que assola toda a Nação a séculos.  Esses corruptos são piores, mas muito piores mesmo, do que o deputado Bolsonaro. Outrossim, deixo grafado a frase do escritor Luis Mir, a qual caracteriza bem a malevolidade da corrupção: A corrupção é a mais potente e destruidora arma do Estado. Serve-se dela para impedir o acesso às oportunidades e a distribuição das riquezas do país. Funciona em todo o organismo e nos círculos aliados, se descontrola a curto, médio e longo prazo, provoca falência social e administrativa irremediável. Se temos que lutar por cassações de prováveis criminosos políticos, toda a força do cidadão de bem deveria de ser direcionada para o combate aos chefes do crime organizado, de políticos corruptos, ao combate dos seus simpatizantes, dos oportunistas, dos criminosos enriquecidos através do erário publico e não para a cassação do Deputado Bolsonaro. Talvez depois de zerar a corrupção, ou pelo menos, mantê-lá em níveis mais baixos, então a partir daí poderíamos pensar em cassar o deputado Bolsonaro, pois, queira sim ou não, ele ainda pode ser útil no combate a corrupção. Enfim, toda essa polêmica, ajuda a tirar o foco da verdadeira desgraça do povo brasileiro: a corrupção e os corruptores. Isto sim é falta de decoro: ignorar e manter pessoas suspeitas de corrupção no poder ou em setores estratégicos da República, dos Estados e dos Municípios.

terça-feira, 1 de julho de 2014

A INDÚSTRIA DO MEDO

É no mínimo interessante ver como os gerentes políticos dos últimos anos procuram dissimular as verdadeiras causas da criminalidade e do crescimento da insegurança com medidas pífias. Essas medidas combatem precariamente apenas os efeitos e ao mesmo tempo permitem que o medo seja usado como ferramenta pelo sistema capitalista neoliberal para tirar o maior proveito possível com a venda de segurança privada,  a qual é gerada principalmente pela indústria do medo.

Neste sentido, as pessoas de senso comum não se alertam que esta em pleno andamento a transformação do direito social à segurança em simples mercadoria, ou seja, quem quiser segurança terá que pagar para a iniciativa privada. Não se alertam que as mídias televisivas, entre outras, estão a disseminar o medo em seus noticiários e programas criminais, facilitando assim a venda de segurança de uma forma bem subliminar. 

Por outro lado, fica caracterizado que há uma tentativa de estigmatizar determinados indivíduos pertencentes à classe pobre, preferencialmente aqueles excluídos pelo sistema capitalista  em sua nova fase, portanto a ordem é criminalizar e posteriormente auferir altos lucros com o sistema penitenciário à custa dessa massa de miseráveis expulsa do sistema produtivo capitalista.

A lógica é que essa população de miseráveis, que permeiam os bairros periféricos das grandes cidades já não interessa mais ao sistema capitalista neoliberal pela incorporação de alta tecnologia no chão de suas fabricas, como por exemplo, a robotização de inúmeros setores capitalistas de produção, principalmente a do meio rural.

Por esse caminho, não é a toa que o Brasil já ocupa o 3º lugar no ranking dos países que mais prende no mundo[1], sendo ultrapassado apenas pelos EUA e pela China. Não é a toa que a segurança virou mercadoria a ser comprada. Não é a toa que os presídios começam a ser privatizados. Não é a toa que vários serviços nas penitenciárias públicas foram terceirizados. Não é a toa que em pouco tempo esses prisioneiros serão escravizados sutilmente com vários direitos suprimidos e com pouco interesse em ressocializá-los (como se pudesse ressocializar quem nunca foi socializado). Dentro da lógica capitalista neoliberal esses setores são lucrativos e o Estado dito mínimo deve de ceder esses setores para a iniciativa privada capitalista, a exemplo das penitenciárias dos EUA, um grande negócio  do grande encarceramento[2].

Outrossim, o Estado mínimo perde o controle do seu falido sistema penitenciário para o crime organizado (FDM – Família do Norte; CV - Comando Vermelho; PCC – Primeiro Comando da Capital etc.), o Estado mínimo não aplica políticas socioeconômicas adequadas e educativas. Infelizmente dentro dos presídios brasileiros a animalidade prevalece em lugar da civilidade e nas ruas não é diferente. Nas ruas a população vive com uma crescente sensação de insegurança, o que acaba estimulando ainda mais o milionário comércio para venda de segurança privada, obviamente apenas para quem possa pagar.

Enquanto isto teremos a continuação do genocídio[3] imposto maquiavelicamente aos brasileiros pela troika demoníaca neoliberal, composta por diversos agentes econômicos especuladores e extrativistas das nossas riquezas que por sua vez financiam centenas de agentes públicos corruptos em uma eterna cirando do mal.

Por outro lado, a esperança de mudanças dorme eternamente com o gigante adormecido em berço esplêndido enquanto que o genocídio implantado caminha a passos largos conforme indica o Delitometro[4]: desde 1980, 1.347.356 homicídios; 82.563 homicídios de mulheres; e 1.142.429 mortes no trânsito. Tudo isto sem computar os dados que as autoridades competentes não chegam a tomar conhecimento (Cifra Negra[5]).

Enfim, os dados do Delitometro mostram a gravidade da situação, da insegurança em que estamos imersos e da implantação do medo no meio da população. É pior que uma guerra convencional. É o extermínio de grande parcela da população e sem indenizações para as vítimas, sem punições exemplares para os que permitiram e permitem a continuação dessa insana guerra civil não declarada. O pior é que uma minoria de empresários, políticos e partidos continuam auferindo altíssimos lucros com esse genocídio escancarado. Qual a grande saída? A resposta bem que poderia surgir nas eleições de 2014, mas as urnas eletrônicas são confiáveis?



[2] Para saber mais: Quem lucra com as prisões (Ed. Revan) – Tara Herivel;  Vende-se segurança (Ed. Revan) – Vanessa M. Feletti.
[5]  É a porcentagem de crimes que não chegaram ao conhecimento público e não foram devidamente julgados.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

CRIME S/A EM RORAIMA. O FIM DO PARAÍSO E O COMEÇO DO PESADELO



Roraima tinha tudo para ser um exemplo para todo o País. A capital é planejada, a única do Norte do Brasil. O Estado é pouco populoso, menos de 600.000 mil pessoas. Apesar de não ter um parque industrial, o dinheiro entra com facilidade, a ponto de ser criticado por políticos de outros Estados do Brasil, mas também desaparece com facilidade.

Infelizmente, nos últimos anos, as denúncias de corrupção estão se multiplicando e a impunidade é a marca registrada. Até parece que parte dos políticos daqui estão seguindo a cartilha aplicada em outros Estados do Brazil (com “z” mesmo), nos quais a corrupção e a criminalidade estão chegando a níveis absurdos. O interior do Estado está cada vez mais abandonado e violento e a capital cada vez mais com centenas de incivilidades por todos os cantos e recantos.

A situação é tão grave que uma mídia televisiva (Domingo Espetacular 26/05/13) denunciou a presença da facção terrorista  criminosa do PCC (Primeiro Comando da Capital)  em Roraima e o próprio Ministério Público diz não estar espantado com tais fatos, aliás, um policial de Manaus, já há alguns meses, chegou a comentar comigo que já havia indícios da existência de soldados do PCC em Manaus.

Por essa vertente tenho observado que nos últimos dois meses os números de assaltos à mão armada estão se multiplicando. O medo começa a tomar conta da população, pois o aparato policial encontra dificuldades materiais e humanas de acordo com o que vem sendo denunciado nas mídias locais. Há comentários que falta até mesmo gasolina para as poucas viaturas policiais, se não me engano, apenas 10 litros por viatura. Obviamente tudo é negado pelas digníssimas autoridades, mas não conseguem mais esconder o recrudescimento da violência e do crime.

 Além do mais, muitas leis acabam facilitando a não detenção de criminosos e principalmente de menores infratores que matam, roubam e estupram, gerando descontentamento e descrédito pelo povo  das autoridades locais.

Até mesmo o sistema penitenciário de Roraima deixa transparecer inúmeras e grotescas falhas na segurança com a fuga constante de criminosos que passam a praticar furtos, roubos e outros crimes tanto na cidade como no interior e com a maior facilidade, sempre na certeza da impunidade ou, caso sendo alguns presos, recebendo penas brandas.

Outrossim, enumero algumas manchetes do Jornal Folha de Boa Vista somente dos últimos dias:


1. Assaltantes atacam lotérica pela segunda vez em ação audaciosa. 09/05/2013.
2. Presos que comandam crimes na PA vão para presídio federal. 13/05/2013.
3. Presos fogem da penitenciária e mostram fragilidade do sistema. 18/05/2013.
4. Familiares tentam se vingar de crime e atiram contra policiais. 20/05/2013.
5. RR é o Estado que maisrecebe recursos de emenda parlamentar. 20/05/2013.
6. Assaltantes continuam agindo e tomam motos em via pública - 21/05/2013.
7. Maníacos atacam jovem na rua e a estupram dentro do carro. 23/05/2013.
8. Motoqueiros assaltantes invadem loja e levam R$ 10 mil em produtos.
24/05/2013.
9. Agência dos Correios no Caimbé volta a ser atacada por assaltantes. 25/05/2013.
10. Programa de TV diz que PCC se instalou em presídio de Roraima. 27/05/2013.
11. Policiais civis marcam greve para o dia 20 de julho. 28/05/2013.


Na realidade, estas manchetes é apenas uma pequena parcela da verdadeira situação. Há centenas de crimes que não serão desvendados, aumentando ainda mais a sensação de insegurança. Há centenas de crimes que as autoridades não ficarão sabendo, muitas vezes por descrédito na polícia, na própria justiça e por medo dos criminosos que muitas vezes saem pela porta da frente da delegacia, pois a lei deve de ser cumprida e a segurança das famílias que se dane.

Nesse quadro caótico ainda  temos pessoas sendo vitimizadas diariamente pela má prestação da saúde pública e da  péssima educação pública ministrada pelo Estado. 

Com relação a educação pública, a poucos dias, um deputado ligado aos direitos humanos  humilhou, no auditório da câmara, dezenas de alunos que  reivindicavam melhorias na educação e das péssimas condições físicas das escolas, chamado-os de "macacos de auditório". Provavelmente esse deputado não está nem aí para as repercussões, pois tem a certeza da impunidade e que irá se reeleger novamente, mesmo tendo contra si diversas denúncias. Infelizmente muitos roraimenses acham que o voto é apenas uma mercadoria que pode ser trocada por um punhado de moedas.

Enfim, é o fim da tranquilidade e da segurança que Boa vista oferecia para as famílias, estando a ficar cada vez mais parecida com a cara do crime e da corrupção das grandes cidades do Brazil (com “z”mesmo). Então qual a saída? Temos saída ainda?

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A EXPANSÃO DO CRIME



Já faz algum tempo que o blog anda meio largado por puro desanimo quando vejo o aumento desproporcional de pessoas vitimizadas pelo crime desenfreado no País. 
Desanimo de ver o povo cada vez mais iludido e calado, deixando-se manobrar por inúmeras propagandas apelativas para o consumismo desvairado e com a aplicação da teoria da obsolescência em muitos produtos. 
Desanimo de ver entretenimentos violentos, tendenciosos e apelativos, principalmente os televisivos, entre os quais muito futebol, novelas, programas com mulheres seminuas com cenas degradantes dos bons costumes, incentivo a prostituição e indiretamente a infantil, programas religiosos manipuladores e outros com programas sutilmente desinformativos e deformativos da verdadeira realidade social e econômica do País. A finalidade é óbvia: manter esse povo com o traseiro sentado no sofá da sala reagindo apenas com a emoção e nunca com a razão. Realmente nesse sentido os políticos e a corporatocracia agradecem!

Enquanto isso acontece, a criminalidade se espalha por todo o País de maneira alucinante. A segurança praticamente está falida e a população cada vez mais acuada. O sistema penitenciário brasileiro pior ainda. Os criminosos já não respeitam nem sequer os policiais quanto mais a própria Justiça, a qual se obriga a aplicar penas brandas criadas pelo sistema vigente, além de se perder em meio a um emaranhado de leis, as quais acabam sempre beneficiando os criminosos e muito pouco as vítimas. Os mais beneficiados sempre serão os criminosos que tenham poder e muito dinheiro, afinal de contas nesse País só vai preso quem quer.  

Um dos objetivos do sistema é esvaziar as cadeias para quem comete crimes de menor potencial ofensivo e reduzir o máximo possível a estadia de criminosos no sistema penitenciário, mesmo sendo psicopatas, pedófilos, traficantes e por aí vai.

Nesse sentido, o crime está cada vez mais perto de nós. É difícil não ter algum parente ou amigo que já não tenha sido vitimizado por criminosos comuns. A minha própria família já foi vítima de criminosos ensandecidos por duas vezes e o Estado nunca se preocupou com tais fatos e tampouco com os criminosos, apesar da minha família e todas as demais famílias pagarem os mais altos impostos do mundo para um sistema altamente corruptivo, que pouco se preocupa com a criminalidade endêmica que assola o País, principalmente depois do fim do governo militar.

Os que assumiram depois do governo militar, todos com altos índices de corrupção em seus governos, foram Sarney, Collor, Fernando Henrique por duas vezes, Lula por duas vezes e agora a Senhora Dilma, a qual foi eleita pelos "Brasilinos"(1) através de urnas eletrônicas pouco confiáveis. Convém lembrar que ela pertencia a quatro células terroristas comunistas, as quais queriam derrubar o governo militar e implantar uma ditadura comunista semelhante a Cuba. Hoje ela age de acordo com os interesses dos dirigentes mundiais bem a gosto dos neoliberais. Mudou bastante em sua ideologia desde os tempos em que as facções subversivas, a qual ela pertencia, assaltavam bancos, sequestravam e cometiam outros crimes, tudo tipificado no Código Penal brasileiro ainda vigente. Não dá para esquecer que o objetivo dessas facções subversivas terroristas era derrubar a ditadura militar e implantar outra ditadura igual ou pior.

Pelo visto, muitos desses políticos, ex-terroristas, ex-assaltantes de bancos, ex-sequestradores etc., hoje muitos atrelados ao poder, estão mergulhados em um lodaçal sem fim, servindo sempre aos interesses internacionais e da elite nacional, ou melhor, dizendo da corporatocracia, pois é esta quem financia a maioria dos políticos da nossa Nação nos anos eleitorais, ou seja, a cada dois anos. Uma vergonha ou uma estratégia bem arquitetada, pois a Nação vive em função de eleições em meio a centenas de crimes de colarinho branco.

Enquanto isso, a impunidade explode em proporções alarmantes nunca vistas. A educação continua sendo propositadamente uma das piores do mundo desde que eles assumiram em 1984. Temos pessoas morrendo nas filas dos hospitais públicos, nos quais falta de tudo e, o mais interessante, é que a arrecadação de impostos bate recordes em cima de recordes à custa dos Brasilinos modernos. O tráfico de drogas é indestrutível; o trafico de órgãos é outra pouca vergonha; o tráfico de mulheres para a prostituição e trabalho escravo é uma triste realidade pouco combatida e o tráfico de armas de guerra entram pelas fronteiras mal guarnecidas para alimentar o exército de milicianos, traficantes, facções terroristas e quadrilhas de criminosos.

Outrossim, nas cidades do Brasil, milhares de pessoas são chacinadas por outros milhares de criminosos, entre ricos e pobres. Mais de 90% dos milhares de crimes cometidos não serão solucionados e entre 4% e 8% terão um Inquérito Policial decente e destes pouco menos de 2% poderão ter algum tipo de sentença punitiva, geralmente branda.  A situação é tão grave que criminosos, frutos dessa sociedade de poucos valores, torturam e ateiam fogo em pessoas ainda vivas pelo simples motivo das suas vítimas não terem dinheiro, ou pouco dinheiro no momento do assalto. E olha que ainda temos as Cifras Negras, ou seja, os crimes cometidos que não chegam aos ouvidos das autoridades. Este é o Brasil que queremos? Mas é este o Brasil que temos.

Na realidade, tal situação não deixa de ter ares uma guerra civil não declarada há décadas (antes, durante a ditadura militar e depois dela). E o cidadão e a cidadã de bem, bem como os seus filhos, filhas, netos e netas no meio desse tiroteio, incluindo até mesmo os bandidos, sendo assaltados e mortos por ambos os lados, uns morrendo aos milhares e outros tentando sobreviver sem ter a quem recorrer. Neste sentido temos o surgimento do estado anômico. Veja que no Brasil por ano são assassinados quase 50.000 mil pessoas o que o torna o mais violento país da America do Sul.

O pior são os crimes cometidos por menores, frutos dessa sociedade demente. Menores que matam pelo prazer de matar e com requintes de perversidade de causar inveja aos antigos inquisidores da Santa Inquisição, pois sabem que o Estatuto do Adolescente e da Criança (ECA) os protegerá mais do que os milhares de menores miseráveis abandonados, se drogando e se prostituindo, os quais perambulam pelas ruas das nossas cidades, ditas civilizadas e ordeiras, sem que as digníssimas autoridades tenham a dignidade e a compaixão de retirá-los das ruas e transformá-los em bons cidadãos e cidadãs.

E ainda alguns políticos dizem que não podem fazer nada, pois é inconstitucional mexer nessa lei e na Constituição, mas os menores podem matar, torturar, colocar fogo nas pessoas, roubar, furtar, na certeza da impunidade e as famílias de bem que se danem.

Sendo assim, tem que haver mudanças urgentes urgentíssimas para o controle da criminalidade, incluindo a corrupção. Infelizmente uma das soluções seria copiar o sistema dos USA, onde até senadores da República são presos por crimes diversos. Aplicar a teoria das “Janelas Quebradas” como ocorreu em Nova York. Os índices de criminalidade despencaram em pouco tempo.  Prisão perpétua sem condicional para certos crimes seria interessante. Ah! Não pode? É inconstitucional? Mas podem cometer atrocidades à vontade na certeza da impunidade. Qual a solução então? As Forças Armadas novamente? Quem sabe uma intervençãozinha da ONU não ajudaria a colocar o bonde nos trilhos novamente?

Também seria interessante que se trabalhasse de forma paralela na extirpação a curto e longo prazo das causas sociais da violência em conjunto com uma tolerância “zero” para pequenos delitos, porém tudo isto teria que ser aplicado por um governo honesto e pactuado com os verdadeiros interesses da Nação e do seu povo, não importando se fosse de direita ou de esquerda, além, obviamente, da necessidade premente de se mexer nessa Constituição cheia de remendos, a qual, sem querer, acabou dando proteção para criminosos em demasia, principalmente para os mais poderosos e endinheirados a custa do erário público. O resultado é esse que temos diariamente: crimes e mais crimes. Poderíamos até dizer que já temos a indústria do Crime S/A a nível nacional e internacional com requintes de terrorismo. Basta ver as facções terroristas e criminosas do CV (Comando Vermelho), PCC (Primeiro Comando da Capital) e PGC (Primeiro Grupo Catarinense) em atentados criminosos e colocando as autoridades de joelhos e povo cada vez mais aterrorizado. 
Por fim, esses parágrafos retratam a indignação e a certeza de que nada irá mudar enquanto as pessoas continuarem a serem apenas "Brasilinos", elegendo e reelegendo criminosos e se tornando vassalos consumeristas de outros senhores. As estruturas da República teriam que mudar, para implantar uma verdadeira democracia popular dentro da Ordem e do Progresso real para todos e que não fosse condicionada a interesses dos poderosos.  É uma utopia? Se não for, quem dará início ao serviço?     


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(1) Brasilino é um personagem criado em 1961. Pode muito bem representar boa parte da população nos dias de hoje. Para saber mais veja em www.anovademocracia.com.br/no-18/840-um-dia-na-vida-do-brasilino   e tire as suas próprias conclusões.


domingo, 8 de março de 2009

A GUERRA CIVIL BRASILEIRA NÃO DECLARADA

“A civilização política é liberdade. Mas a liberdade [...] não é senão a segurança: a segurança da vida da pessoa, dos bens. Para um saxão de raça, ser civilizado é ser livre. Ser livre é estar seguro de não ser atacado em sua pessoa, em sua vida, em seus bens, por ter opiniões desagradáveis ao governo. A liberdade que não significa isso é uma liberdade de comédia. A primeira e a última palavra da civilização é a segurança individual”. (Rui Barbosa)[1]

- A violência insidiosa e o medo, tal como um vírus predador, vai contaminando cada vez mais os habitantes das grandes metrópoles e das cidades do interior. As precauções individuais devem de ser redobradas, já que pouco se pode esperar do Estado que se diz Democrático de Direito.

- Em uma analise rápida, vejo que está cada vez mais difícil de encontrar alguém das minhas relações sociais que já não tenha sido contaminado pelos atropelos de furtos, roubos e trânsito homicida, quando não em morte. Minha própria família, já passou por momentos de violência: carro incendiado dentro da garagem propositalmente em Santo Ângelo/RS por uma quadrilha de menores piromaníacos. Tentativa de assalto na residência em ponta Grossa/PR. Assalto feito por menores em Manaus/AM, em uma rua dentro de condomínio fechado e com direito a arma branca no pescoço da minha esposa. Policia? Nunca chegaram a uma conclusão, nunca prenderam ninguém. Impunidade total!

- Esta semana chegou a vez de um amigo militar da reserva. Sua residência foi mais uma vez assaltada enquanto vistoriava o seu sitio, onde também ocorreram furtos de animais. Obviamente nada foi comunicado para os órgãos de segurança. Seria por descrédito? Por medo? Pela banalização da violência?

- Por este viés, me veio em mente à guerra civil não reconhecida pelo Estado e tão propalada pelo pesquisador e especialista em literatura médica Luis Mir[2]. Convém dizer que esta guerra já é aceita de maneira banal e incondicional pela população acomodada, a qual já não se importa com a invasão da sua privacidade a título de segurança. É uma liberdade dentro da escravidão?

- O recrudescimento da criminalidade na maioria dos estados federados da República Federativa do Brasil, com raras exceções, é um fato inquestionável para alguns pesquisadores. Em países cuja população é possuidora de uma educação de maior qualidade e cidadania iria para as ruas exigir mudanças, mas aqui, em terras da ex-colônia portuguesa, a ignorância, o medo e a Bolsa Família eleitoreira se tornam uma força estratégica para governos corruptos se manterem e para todos aqueles que sempre se locupletaram com tal situação.

- Fica obvio que muitos se aproveitam da leniência do Estado, afinal de contas o governo, assim como nos EUA, tem que ter um inimigo comum e permanente. Dessa forma, para preencher as lacunas deixadas pelo Estado na área da segurança, surgem novos ramos empresariais que estão a gerar milhares de empregos em vigilância privada[3], surgem milhares de empresas comerciais vendendo todo o tipo de parafernália eletrônica para a segurança de residências. Até no vestuário já temos ternos especiais resistentes a bala de fuzil para altos executivos das grandes empresas, além de carros blindados. Na construção civil surgem condomínios fechados milionários, uma espécie de prisão do bem, destinados aos cidadãos que buscam a segurança negada pelo Estado para as suas famílias.

- Não poderia esquecer, mas as organizações criminosas também prosperam nas sombras da República brasileira. Financiam para os seus associados empréstimos para que possam arquitetar seus planos de furtos, roubos e seqüestros. Chegam até mesmo a fornecer armamentos de guerra aos seus associados para a execução do seu mister. Por outro lado, também financiam cursos de direito nas melhores faculdades do país para os futuros advogados poderem defendê-los nos processos judiciais, financiam pessoas sem princípios éticos e morais para que possam atuar na política, como deputados, senadores, vereadores etc. Essas organizações criminosas empresariais também se preocupam com o social ao tomarem medidas de proteção na saúde, na educação e na alimentação para com as famílias de membros que estejam encarcerados pelo Estado oficial. A impressão é a de que existe um Estado dentro de outro Estado.

- Nas sombras desses governos, que se dizem democráticos, as corporações criminosas não tem limites. Recentemente em 2006 houve episódios reveladores da situação da nossa guerra civil não reconhecida pelo Estado. O PCC (Primeiro Comando da Capital) efetuou diversos ataques na capital em São Paulo, colocando de joelhos o governo estadual. O governo nega, mas existem indícios de acordo com os criminosos[4] (ou será que deveria de dizer guerrilheiros urbanos), para por fim aos ataques na capital paulista.

- No Rio de Janeiro em 2006, dez fuzis e uma pistola são furtados do Exército. Os militares invadem favelas em busca dos fuzis. Tal fato acaba prejudicando a venda de drogas que cai drasticamente. Os guerrilheiros do Comando Vermelho (CV) resolvem negociar[5] com o Exército. Fazem exigências para que os militares saiam da região, pois estão prejudicando o comércio das drogas e impõe a transferência de um guerrilheiro líder do CV de Bangu 1 para Bangu 3.

- Tudo resolvido, o Exército se retira com as suas armas surrupiadas de dentro de um quartel fortemente vigiado e tudo volta à normalidade para os criminosos e para o governo. Normalidade?

- Apesar das estatísticas, dos fatos cabais, das denúncias de órgãos internacionais, o Senhor Lula continua a tergiversar de maneira hipócrita, diz que tudo esta normal. Que somos felizes. Que tudo está sob controle. Ontem essa baboseira toda se repetiu novamente pela mídia. O povo, sem criticidade, ingênuo e até mesmo dominado subliminarmente, acredita no homem que pouco lê e pouco sabe dos crimes cometidos por alguns dos seus seguidores. Esse mesmo povo, que acredita até mesmo em urnas eletrônicas invioláveis, não consegue ver o péssimo nível da nossa educação e tampouco o aumento desproporcional dos homicídios nessa guerra civil interminável, mas dá ao governo do novo PT e partidos oportunistas margens altíssimas de aprovação. Isto sim é realmente fantástico, para não dizer uma comédia!

- A própria ONU reconhece que o Brasil possui uma das maiores taxas de homicídios do mundo, a qual oscila em torno de 48.000 a 50.000 mortes anualmente[6]. Vejam que são milhares de brasileiros mortos em uma guerra, que de acordo com alguns pesquisadores é contínua e necessária para o poder, no qual alguns integrantes seguem os ensinamentos de Maquiavel e de doutrinas que não deram certo nem na URSS, China, Cuba etc. e, além do mais, esbalda-se em corrupção igual como fizeram os seus antecessores nos últimos 500 anos.

- São cifras de uma guerra civil estarrecedora que no último período ditatorial eram baixíssimas, e agora todos nos vivemos uma escravidão dentro da liberdade, a qual aos poucos vai se tornando em uma nova ditadura muito pior do que a anterior. Por este pensamento, qualquer semelhança com o romance 1984 de George Orwell, não será uma mera coincidência.

- Nessas cifras estão incluídos os policiais mortos. A maioria foi trucidada em horários de folga, trabalhando em “bicos”, para poderem manter as suas famílias dignamente, já que os salários pagos são péssimos na maioria dos Estados brasileiros. Soma-se a isto o despreparo profissional, o medo, falta de humanização e a corrupção endêmica de muitos desses policiais civis e militares. Nada diferente do que a mídia (o quarto poder para alguns) mostra nos noticiários diários.

- Qual a ideologia de um Estado que não se preocupa com a segurança do seu povo e com seus próprios agentes de segurança? O que eles estão tentando implantar? Existe uma ideologia em pleno andamento, a qual está sendo implantada por fases?

- Tudo isto não deve causar surpresas, já que temos assaltantes de bancos, homicidas e terroristas dos anos 60 e 70 anistiados com o fim da ditadura militar. Na época ditatorial esses guerrilheiros defendiam uma ideologia que julgavam ser a melhor para o Brasil. Hoje muitos deles estão ocupando cargos políticos em diversos segmentos da política brasileira, mas agora que estão no poder alguns revelam as suas verdadeiras faces, não para o povo empobrecido de educação e de outros valores, mas para aqueles que ainda possuem uma visão histórica da verdade, compostura, dignidade, honra, patriotismo, honestidade, valores culturais e respeito para com a família.

- Nesse sentido, é lastimável ver hoje vários desses antigos revolucionários envolvidos em atos sórdidos de corrupção e enriquecimento ilícito. Muitos se tornaram pior ética e moralmente dos que estavam na política da época ditatorial ao permitirem a ampliação da corrupção desenfreada e da guerra civil camuflada a que estamos imersos diariamente.

- Abaixo uma pequena estatística da sombria realidade a que estamos sendo submetidos paulatinamente e banalizada pelo povo dominado.

Pesquisa realizada nos seguintes sites:

http://www.iraqbodycount.org/database/

http://www.conapub.com.br/acontece.asp?acao=lerNoticia&id=181&categoria=sustentabilidadeid=181&

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2006/11/16/286692162.asp

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u368007.shtml

http://www.abin.gov.br/modules/articles/article.php?id=1880,



- Esta pesquisa apresenta um pequeno declínio insignificante de homicídios entre 2005 e 2006 nos homicídios e deve estar ligado com a questão da campanha do desarmamento, o qual pouco influenciou nas cifras macabras oficiais de homicídios.

- Ainda com relação ao desarmamento do povo, o governo já fala em retomar a campanha do desarmamento, mas as verdadeiras causas da criminalidade são acobertadas ou tenuemente combatidas. Vejam que os crimes não resolvidos neste País giram em torno de 92% e dos 8% restantes poucos são condenados definitivamente graças a lentidão e a uma infinidade de recursos a disposição dos criminosos de colarinho branco, máfias etc. Além do mais, a campanha do desarmamento não conseguiu influenciar os proprietários das metralhadoras, granadas, fuzis de guerra, bazucas, minas e outros armamentos de guerra. Quem sabe na próxima campanha, que será feita com muito dinheiro público, consigam sugestionar os guerrilheiros das favelas e bairros miseráveis das grandes cidades a entregarem seus supostos arsenais para as autoridades (des)governamentais.

- Agora vejam uma interessante estatística que mostra o Brasil em primeiro lugar em homicídios e o último em domicílio com armas de fogo. Isto coloca em cheque a questão do desarmamento no Brasil quando comparado a outros países:

ESTATÍSTICA DE HOMICÍDIOS POR PAÍS

PAÍS

POR 100 MIL HABITANTES

DOMICÍLIO COM ARMAS

BRASIL

27

3,5%

ESTADOS UNIDOS

6

52,0%

CANADÁ

3

30,0%

ITÁLIA

2

17,0%

FRANÇA

1,5

24,5%

SUÉCIA

1,5

15,0%

SUIÇA

1

35,0%

Fontes: Movimento Via Brasil, Movimento Viva Rio, Instituto Superior de Estudo da Religião, Polícia Federal, CPI do tráfico de Armas, publicado pelo jornal “ O Estado de Minas” em 24/7/2005[7].


- E o povo ingênuo, agindo como uma “boiada mansa”, aceita a conversa inútil do desarmamento, sem criticidade, sem debates, sem ver as verdadeiras causas do aumento da criminalidade: êxodo rural, bolsões de miséria nas grandes cidades, desemprego, péssimo sistema educacional, falta de perspectivas para os jovens pobres, corrupção generalizada, falta de nacionalismo, falta de valores nobres, núcleo familiar enfraquecido etc.

- A impressão que se tem é que os objetivos do desarmamento são outros, pois estarão facilitando o comércio ilegal das armas para as corporações criminosas internacionais. O governo está preocupado com o desarmando dos cidadãos de bem, talvez este seja o verdadeiro objetivo do grupo que está no poder, ou, talvez, daqueles que comandam esse grupo.

- No meio desse terrorismo urbano não oficial, por incrível que pareça, o Estado de São Paulo, salvo juízo maior, conseguiu tomar medidas que reduziu em 25,14% a taxa de homicídios no período de 2004 e 2005[8], mas apenas nesse período, já que algumas mídias mostram que São Paulo em 2008/2009, os homicídios retornaram com toda a força.

- Denota-se, dessa maneira, em São Paulo, que algumas políticas públicas, na área da segurança, estavam trilhando um bom caminho no período de 2004 e 2005. Os demais Estados da federação brasileira deveriam de se atentar para esse fato de que com uma vontade política leal, voltada sinceramente para o povo, algo raro em nosso País, sempre centradas em uma boa educação, no saneamento, na saúde, no fortalecimento da base familiar dos menos assistidos, no restabelecimento de referenciais afetivos ético-morais, controle eficaz da corrupção, punição rápida e contundente para os corruptos de colarinho branco, poderíamos diminuir em dezenas de milhares as cifras do genocídio anual do povo brasileiro nessa guerra civil insana, sem glória e sem heróis e o pior de tudo: com ranço orwelliano[9].

- Resistir é preciso. É necessário formalizar um caminho harmônico de interesses entre os diversos setores representativos da sociedade. É necessário formalizar um caminho de igualdade de oportunidades para todos para fortalecer a cidadania e estabelecer princípios de solidariedade para com os chamados excluídos, respeito pela vida e pelo meio ambiente, retornar velhos conceitos como patriotismo e nacionalismo. É necessário utilizar todos os meios pacíficos disponíveis para se opor ao domínio do Grande Irmão que sobrevive as custas dos milhões de excluídos da boa saúde e de uma educação de qualidade. É Necessário extinguir a força do Grande Irmão que sobrevive da desgraça de uma guerra civil não declarada, da impunidade dos poderosos e da corrupção generalizada que corrói as entranhas da Republica brasileira.

- Tenham sempre em mente que “é terçando as armas, que se aprende a lutar” (Camões).


[1] BARBOSA, Rui. Pensamento e Ação de Rui Barbosa. Organização e seleção de textos pela fundação Casa de Rui Barbosa. Brasília, Senado Federal, 1999.

[2] MIR, Luis. Guerra Civil: Estado de Trauma. São Paulo: Geração Editorial, 2004.

[3] Empresas de vigilância privada crescem com falhas do Estado na segurança. Disponível em http://www.usp.br/agen/repgs/2003/pags/015.htm. Acesso em 28 fevereiro2009.

[4] Governo faz acordo com Marcola – Rita Magalhões e Marcelo Godoy, O Estado de São Paulo, 16/5/2006.

[5] Exército negocia com o tráfico e retoma as armas – Rapahel Comide, Folha de São Paulo, 15/3/2006.

[6] ONU aponta que o Brasil tem uma das maiores taxas de homicídios do mundo. Disponível em http://www.portalaz.com.br/noticias/geral/119016_onu_aponta_que_brasil_tem_uma_das_maiores_taxas_de_homicidio_do_mundo.html. Acesso em 28 fevereiro 2009.

[7]Lojas Maçônicas. Estatística de homicídios por país. Disponível em http://lojasmaconicas.com.br/politica/estatistica_homicidios.htm. Acesso em 27 fevereiro 2009.

[8] Análise crítica do ensaio: O jogo dos sete mitos e a miséria da segurança pública no Brasil. Revista Jurídica Consulex nº 288 de 15/1/2009, pg. 30.

[9] Referência ao romance de ficção 1984 de George Orwell, publicado em 1949.