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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Abelhas: A Extinção e as Consequências na Teia da Vida

- Chegará o momento do ponto  nevrálgico em que não haverá mais possibilidade de retorno, não haverá mais reversibilidade. A extinção das abelhas causadas pela ganância de um capitalismo  de consumismo exacerbado e doentio causará um efeito dominó em inúmeras outras especies que dependem das abelhas, inclusive a espécie mais violenta da teia da vida, a espécie humana. Assista o vídeo e tire as suas conclusões.


sábado, 24 de outubro de 2015

HOMENS, ABELHAS, EXTINÇÃO.



- Esse documentário é de suma importância para se ter uma ideia do que vem acontecendo no planeta com o desaparecimento das abelhas. Dificilmente será apresentado no Brasil, afinal de contas aqui é o Brasil, terra da impunidade e da corrupção. A situação é grave e poucos têm a consciência de que a extinção delas está relacionada com as atividades predadoras da especie humana. Aqui no Brasil, em algumas regiões, o sumiço delas já esta causando problemas de polinização em muitas culturas. Uma coisa é certa, o agronegócio, com as plantações de monoculturas, estão despejando toneladas de pesticidas, fungicidas e outros agroquímicos venenosos, muitos dos quais lançados sem o menor critério sobre as plantações. Tudo isto está contribuindo para a destruição da biodiversidade. Tudo em nome do capitalismo predador e do lucro. Ou os poderosos donos do mundo se conscientizam agora, ou a especie humana e outras irão desaparecer, serão extintas do planeta mais rápido do que se pensa. NÃO SE ESQUEÇAM: SEM ABELHAS, SEM ALIMENTO NO PRATO.

- Clique na imagem para que abra uma nova janela no VIMEO e possas assistir esse importante documentário de conscientização.





quinta-feira, 22 de outubro de 2015

SEM ABELHAS, SEM COMIDA NO PRATO

É de suma importância o artigo abaixo, pois as inúmeras especies de abelhas estão desaparecendo do mundo inteiro e, obviamente,  o fator humano tem muito a haver com o caso. O consumismo desvairado, o capitalismo predador,  que não respeita a biodiversidade; o agronegócio, que destrói e polui o meio ambiente através de monoculturas e sementes alteradas geneticamente vêm causando estragos irremediáveis em gigantescas extensões de terras, com a destruição de florestas nativas no planeta todo, tudo em nome do lucro. SEM ABELHAS, SEM ALIMENTO NO PRATO É O PRENÚNCIO DE UMA CATÁSTROFE GIGANTESCA NA VIDA DO PLANETA E DE SEUS HABITANTES.
  .

Síndrome do Colapso das Colônias das abelhas é pesquisada pela APTA

Publicado em outubro 22, 2015 por 
Agência é referência brasileira nas pesquisas com patógenos das abelhas –possível causa de colapsos, enfraquecimentos e queda de produtividade das colmeias

abelha morta

No mundo todo, pesquisas têm sido conduzidas com o objetivo de explicar as causas do fenômeno designado Colony Collapse Disorder – CCD (Síndrome do Colapso das Colônias), que afeta as abelhas. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), realiza estudos na área de sanidade apícola, a fim de entender o problema desde 2006, quando a pesquisadora, Érica Weinstein Teixeira realizou pós-doutorado na United States Department of Agriculture (USDA). A APTA conta com o único laboratório especializado em sanidade apícola do País e realiza análises moleculares, dentre outras, para fins de pesquisa. Uma das linhas de pesquisa visa a identificação de patógenos e parasitas considerados também como possíveis responsáveis pela síndrome CCD.
De acordo com Érica, a CCD tem causas multifatoriais. A síndrome tem características próprias e pode ser reconhecida apenas após sua ocorrência, por meio de um conjunto de sintomas, como a rápida perda de abelhas operárias adultas, evidenciada pelo enfraquecimento ou morte da colônia com excesso de crias, quando comparado à população adulta. Outro sintoma é a ausência de crias mortas dentro ou fora da colmeia e inexistência de invasão imediata da colmeia por pragas como as traças da cera. “O fato de a rainha permanecer na colônia, com poucas abelhas jovens, além de crias e alimento estocado, caracteriza uma situação totalmente antinatural para o que se conhece da biologia desses insetos sociais. As abelhas vivem em família, com divisão de tarefas e diferentes castas”, afirma a pesquisadora da APTA.
Além da atividade apícola gerar produtos como mel, pólen, própolis, geleia real e cera, as abelhas são consideradas os principais agentes polinizadores em ambientes naturais e agrícolas. Esse serviço ecossistêmico é considerado essencial para a manutenção das populações selvagens de plantas e imprescindível para a produção de alguns alimentos nos ambientes agrícolas, como maçã, melão e laranja. A síndrome CCD atinge diversos países, principalmente os Estados Unidos. Na Europa, os relatos são esporádicos, assim como em outros continentes. Existem alguns casos suspeitos de CCD no Sudeste brasileiro.
“É preciso ter em mente as características específicas da síndrome, para que não seja confundida com outros tipos de colapsos, como enxameações, abandonos devido a intempéries, falta de recursos no campo, além de colapsos causados por doenças ou intoxicações ou mesmo por manejo ineficiente”, explica Érica.
Em trabalho recente, a pesquisadora da APTA, concluiu que o fungo Nosema ceranae está no Brasil há pelo menos 30 anos. Pesquisadores do exterior acreditavam que esse fungo era novo e um dos grandes responsáveis pela síndrome CCD. “Mostramos que ele não é recente e que não é a principal causa da síndrome.Atualmente, lidamos com a CCD considerando seu caráter multifatorial, no qual vários fatores podem estar atuando ao mesmo tempo, deixando as abelhas mais vulneráveis e debilitando seus mecanismos de defesas”, afirma. Dentre esses diversos fatores, estão agrotóxicos, patógenos, parasitas, má nutrição das abelhas, genética e mudanças climáticas.
Érica explica que a adoção de técnicas moleculares, associadas às tradicionais, em virtude da rapidez, praticidade e sensibilidade, apesar do custo que envolve, pode proporcionar ação mais eficaz e rápida dos agentes da defesa agropecuária animal, com a possibilidade de diagnóstico precoce, antes mesmo do aparecimento de sinais clínicos. “O uso dessas técnicas pode representar eficiente estratégia para impedir ou dificultar a entrada de novos agentes no território nacional e sua dispersão”, diz.
Assim como em outros setores de produção, a entrada de novos patógenos representa ameaça ao plantel nacional, com consequências graves para todo o setor. “Os problemas sanitários que vêm sendo observados, estão afetando a produção apícola e, em determinadas regiões, a polinização das culturas, fatos que colocam em risco a competitividade do Brasil no mercado externo”, afirma a pesquisadora da APTA.
Para Érica, esse cenário de perdas tem ocasionado fortes prejuízos aos apicultores, havendo relatos individuais de vultosas perdas anuais na produção de mel em função desta anormalidade, considerando também outros produtos que, assim como o mel, são exportados ou comercializados em território nacional. Outro prejuízo importante está na atividade de polinização e, portanto, produção de alimentos, o que confere ainda maior amplitude ao problema. “Não são apenas as abelhas melíferas as afetadas, mas os polinizadores de maneira geral, incluindo as abelhas silvestres, também expostas a esta gama de fatores estressantes. Evitar tais perdas é a garantia de permitir que esses insetos exerçam sua importante função ecológica e econômica”, afirma. As abelhas são responsáveis por pelo menos um terço da produção mundial de alimentos e 30% da produção brasileira, que somam US$ 45 bilhões ano no País.
“Por orientação do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, buscamos sempre produzir conservando o ambiente. Os produtos apícolas são importantes fonte de renda aos nossos produtores e a polinização realizada pelas abelhas, é imprescindível para o ambiente e agricultura”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim.
Laboratório de Sanidade Apícola
Na última década, a APTA tem sido referência brasileira nas pesquisas com patógenos das abelhas – uma possível causa da síndrome CCD. As pesquisas da Agência, conduzidas no Polo Regional do Vale do Paraíba, em Pindamonhangaba, interior paulista, são voltadas para o diagnóstico de vírus, fungos, bactérias e parasitas que acometem as abelhas Apis mellifera africanizadas, biótipo predominante no País.
No Laboratório de Sanidade Apícola da APTA, são realizadas análises tradicionais e moleculares para fins de pesquisa. Com elas é possível extrair o DNA e o RNA total das abelhas e, a partir daí, identificar o DNA e o RNA dos patógenos ou parasitas presentes e as possíveis variações de genótipos, que levam a diferenças em termos de virulência e formas das doenças se instalarem. “Com o avanço dos conhecimentos moleculares e finalização do genoma das abelhas A. mellifera, é possível entender melhor de que forma o organismo das abelhas se defende das ameaças. Outro ponto importante é a diferenciação das espécies. Com as análises básicas, como as microscópicas, acreditava-se tratar apenas de uma espécie do fungo Nosema, por exemplo, já que era possível apenas observar a presença ou ausência de estruturas morfológicas como esporos”, explica Érica. A pesquisadora da APTA é responsável pelos primeiros resultados genética-moleculares de patógenos de abelhas do Brasil.
Influência dos patógenos nas abelhas
A pesquisadora da APTA explica que as abelhas doentes, assim como qualquer outro animal, produzem menos. As abelhas melíferas africanizadas são mais resistentes e tolerantes a patógenos e parasitas do que as europeias. Um clássico exemplo é o ácaro Varroa destructor, atualmente o principal problema sanitário da apicultura mundial, mas que, embora presente em mais de 95% dos apiários brasileiros, não causam prejuízos devido à perda de produção ou mesmo colapsos em abelhas africanizadas, quando comparado ao que ocorre com as europeias, segundo estudos já realizados no país.
As abelhas africanizadas, presentes na totalidade do território brasileiro, apresentam variabilidade genética importante em termos de recursos a serem explorados em programas de melhoramento, visando obtenção de linhagens mais resistentes. “É nisso que programas nacionais devem investir, mantendo assim os produtos por elas produzidos livres de resíduos de medicamentos, o que não é mais possível na grande maioria dos países onde a atividade apícola é bem desenvolvida”, explica Érica. A pesquisadora da APTA afirma ainda a necessidade de se garantir a manutenção da resistência e tolerância naturais desse biótipo.
Pesquisas nesse sentido têm sido ampliadas para verificar se abandonos anormais, enfraquecimentos e colapsos têm a ver com a interação dos agrotóxicos e patógenos, alterando o equilíbrio pré-existente e levando à maior vulnerabilidade das abelhas.
Érica alerta que no Brasil não é permitido o uso de nenhum tipo de medicamento para tratamento das abelhas. Os acaricidas e antibióticos, por exemplo, não são liberados, pois o uso pode causar a resistência das populações de ácaros já existentes, ou mesmo de bactérias, dentre outros patógenos. Os produtos químicos também podem deixar resíduos nos produtos apícolas, colocando em risco característica tão enaltecida pelo mercado, devido à isenção garantida de resíduos. “Nossos produtos, inclusive, são utilizados para diluir produtos obtidos em outros países que utilizam tais medicamentos de forma generalizada e que, consequentemente, apresentam contaminações acima das permitidas”, comenta.
Transferência
Além das pesquisas, Érica treinou centenas de fiscais agropecuários do serviço oficial de defesa agropecuária de diferentes Estados para prepará-los, tecnicamente, na área de Sanidade Apícola, para identificação de eventuais anormalidades, colheita e transporte de amostrar para o diagnóstico em laboratório.
Os participantes receberam informações necessárias para se tornarem multiplicadores dos conhecimentos nos Estados em que atuam. Os treinamentos tiveram o objetivo de capacitar profissionais dos Sistemas Estaduais de Saúde Animal. Os treinamentos foram realizados em São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Ceará e Goiás.
O projeto, finalizado em 2013 e coordenado pela APTA, teve apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto teve colaboração da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (UNESP), Universidade de Viçosa (UFV), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e United States Department of Agriculture (USDA).
Por Fernanda Domiciano e Carla Gomes

in EcoDebate, 22/10/2015

sexta-feira, 23 de maio de 2014

O FIM DAS ABELHAS?


"Se as abelhas desaparecessem da face da terra, a espécie humana teria somente mais 4 anos de vida. Sem abelhas não há polinização, ou seja, sem plantas, sem animais, sem homens". Albert Einstein, físico.




Desde adolescente sempre tive interesse pelas abelhas, principalmente pela sua estrutura social, pois ajudava meus tios no manejo com essa pequena grande maravilha do planeta.

Hoje, depois de passado cinco décadas, voltei a me interessar por essas criaturas maravilhosas. Estou começando a criação e o manejo de uma das espécies de abelhas, a apis melífera.

Nos últimos meses, ao me aprofundar no mundo desses insetos, acabei por descobrir à importância delas na estrutura da teia de vida do planeta. 1/3 dos alimentos[1] que comemos devemos agradecer a esse pequeno inseto através da polinização, além de fornecer produtos indispensáveis a saúde humana[2] tais como o mel, o pólen, o própolis, geléia real, cera, apitoxina, larvas, pão de abelhas,  opérculos,  e mel de melato. Tudo isto serve desde alimentos a cura e atenuação de inúmeras doenças.

Se elas deixassem de existir, a catástrofe seria de tal magnitude que poderia ser pior a que extinguiu os dinossauros há milênios atrás, da qual as abelhas conseguiram sobreviver[3].

Pois muito bem, a catástrofe já está batendo, sorrateiramente, em nossas portas. Elas estão desaparecendo aos milhões em várias partes do planeta e muito pouco se está fazendo para reverter à situação[4], graças ao sistema ideológico capitalista que vem evoluindo para neoliberalismo predador.  Sempre esse sistema ideológico visou apenas o lucro, o domínio global e a exploração do homem e, no momento atual, já não importa mais os meios para atingir os seus objetivos, nem que seja com a destruição da própria teia de vida do nosso planeta. Isto sim é um verdadeiro paradoxo.

Na Europa, a situação é preocupante, pois em milhares de localidades elas já não existem, na China estão recrutando mão de obra humana para fazer a polinização com as mãos[5]  em frutas e assim em várias partes do mundo vem ocorrendo a mesma coisa.

O mais interessante é que nesse modelo capitalista, muitas mídias de comunicações já estão alertando para a catástrofe, a qual já esta se abatendo em nosso mundo, como se tivéssemos mais mundos para explorar e destruir.

Neste sentido, em 2008, a A PPS Nature lança o documentário Silence of the besss[6] (O silêncio das abelhas), em mais uma tentativa de chamar a atenção dos poderosos do capitalismo neoliberal sobre o desaparecimento das abelhas no planeta.

Outrossim, em 2012, foi lançado o documentário More Than Honey (Em Portugal ficou conhecido como Homens e Abelhas), o qual procura fazer com que as pessoas façam uma reflexão sobre a gravidade do caminho que está sendo preparado para os nossos filhos, filhas, netos e netas em um futuro não distante.

Mais recentemente, a BBC de Londres também lançou o alerta, talvez tardiamente, sobre essa grave situação. O documentário de 2013, What’s Killing Our Bess? (O que está matando as nossas abelhas?), explora as causas e os efeitos do que vem ocorrendo na Europa.

Tudo isto parecia muito longe de Roraima. Estava acontecendo nos EUA, Europa, China e outros países longínquos.  Lerdo engano de minha parte. Descobri denúncias de que em Santa Catarina elas também estão desaparecendo.

A surpresa maior, para mim, foi constatar em uma reunião, há poucos dias atrás, com apicultores da região que elas também estão morrendo em Roraima. Disseram que estão colocando muito veneno nos campos de Roraima para plantar a soja e que a destruição do meio ambiente é inevitável.

Soja para quem? Para exportar para a China, Rússia, EUA e por aí vai. Soja para alimentar os animais desses países capitalistas e imperialistas. A colônia moderna continua fazendo o seu dever de casa de maneira brilhante, não resta à menor dúvida.

Para confirmar as denúncias, em 19 do mês corrente, no jornal a Folha de Boa Vista estava estampada a manchete: Soja atinge área recorde e safra deve chegar a 60 mil toneladas. Fiquei mais surpreso ainda pelo que dizia a reportagem que essa tal de soja vai para a Rússia e o mais interessante, o Estado continua pobre e piorando cada vez mais, obviamente para a maioria e não para uma minoria, a qual aufere cada vez mais riquezas à custa da minoria e da destruição dos recursos não renováveis da natureza.

Aí está uma das causas, se não a pior de todas, a soja é responsável pela morte de milhares e milhares de abelhas. O plantio de soja, talvez até mesmo transgênica, com a capacidade de matar insetos ou simplesmente toneladas de fungicidas e de outros venenos, quem sabe muitos proibidos na Europa, estão sendo despejados as toneladas  em nosso solo, poluindo as nossas reservas de água e destruindo as nossas preciosas abelhas, destruindo o lavrada com toda a sua biodiversidade. Parabéns aos gerentes de Roraima pela grande contribuição e porque não aos gerentes de todo o Brasil.

Uma coisa é certeza, com o desaparecimento delas o nosso  modo de vida capitalista estúpido e destruidor irá desaparecer. Aos poucos, o nosso café da manha, o nosso almoço e a nossa janta ficarão cada vez mais pobres e, naturalmente, bem mais caros, tudo irá desaparecer por completo em poucos anos.

E assim, para a espécie humana haverá um grave risco de extinção. Talvez vá desaparecer tão rapidamente como surgiu e quem sabe, desta maneira, não haverá uma esperança para as demais espécies de vida com o desaparecimento do maior predador do planeta, que não respeita o solo que o alimenta e tampouco a água que sacia a sua sede.

Enfim, pelo menos espero que eu possa ainda ter a grata satisfação de ter algumas colméias em meu sítio, espero que eu possa conviver com elas até  o momento em que terei que descer deste carrossel enferrujado sem ter que assistir o teatro de terror que está por vir.